Luanda – A recente vaga de protestos na capital angolana, desencadeada por uma greve de taxistas, resultou em 20 mortos e cerca de 1.500 detidos, gerando forte instabilidade política e social. O Presidente da República, João Lourenço, classificou os manifestantes como “cidadãos irresponsáveis” influenciados por organizações nacionais e internacionais.
A crise já teve repercussões no tabuleiro político: o ministro do Interior, Manuel Homem, considerado até então o principal favorito de Lourenço para a sucessão no Palácio da Cidade Alta, perdeu espaço na disputa presidencial. Fontes políticas apontam que a sua gestão durante os incidentes fragilizou a imagem interna e internacional do governo.
Os confrontos, que ocorreram no final de julho, expuseram tensões latentes entre as autoridades e a população, agravadas por questões socioeconómicas e pela contestação ao custo de vida. Analistas alertam que o episódio poderá redefinir a dinâmica da corrida à liderança no país e influenciar alianças políticas nos próximos meses.

