Quando o Banco Central Europeu (BCE) propõe colocar na lista negra de branqueamento de capitais, com a aprovação do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia é porque, há “provas claras” de que o Presidente, o Chefe de Governo, os membros de governo, os gestores da banca, alguns empresários, membros dos serviços de segurança e seus familiares, daqueles País estão a praticar actos de peculato, corrupção e branqueamento, através de transações no sistema bancário.
E isso demonstra que se fosse num país europeu essas pessoas seriam condenados, por esses actos, e o presidente Lourenço, termina dessa forma: com a mancha europeia de corrupto, pior que Eduardo dos Santos.
E reza a história que Dos Santos avisou Lourenço, quando apresentou no Secretariado do Burreou Político a lista do seu Governo, incluído José de Lima Massano, no BNA: esse não, porque, é o culpado da destruição do sistema bancário e montou um mecanismo de corrupção na banca. Vai destruir a sua imagem.
Foi, uma vez mais, o Lima Massano e seu grupo (Ricardo Abreu, Archer, Edeltrudes, Adão de Almeida, Nuno Júnior, Tiago Dias, Rui Miguel, Luís Nunes…), que colocou o presidente Lourenço na lista negra (dos corruptos) da União Europeia, uma vez mais, com formas institucionais e legais de desvio de milhares de dólares, através da banca.
As causas para essa decisão do BCE são claras e objectivamente as seguintes, no caso de Angola:
1. Angola é considerada uma cleptocracia, constituída por um grupo de famílias, empresas e bancos, que desviam o dinheiro do Estado, através do Banco Central e dos Bancos Comerciais, para paraisos fiscas, países e contas bancarias suspeitas.
2. O sistema bancário angolano é um mecanismo legal, mas, fraudulento de desvio de dinheiro público, a partir dos negócios da Sonangol, da Indiama, da Taag, do Europorto Agostinho Neto, das Barragens e outras empresas públicas, para empresas estrangeiras e países dovidosos e suspeitos.
3. A Sonangol, concretamente, a sua Direção Financeira, é um instrumento de desvio de dinheiro, através de contratos de facilidade com os próprios gestores da Sonangol, políticos, militares e seus familiares, para o seu enriquecimento ilícito.
4. O Ministério das Finanças, a AGT e o Tesouro Nacional são órgãos, onde se desvia valores do OGE, para empresas fictícias e legais duvidosos e suspeitas, através de contratos e de pagamento indevido de dívida pública.
5. As contas bancárias dos membros do governo, do partido no poder e de agentas do Estado são usadas para fazerem massivas transferências ao exterior, que confirmam suspeitas de peculato e branqueamento de capitas.
6. O BNA eliminou o Departamento e todo procedimento de controlo cambial no sistema bancário, o que facilita a fuga de divisas do BNA e dos Bancos Comerciais, através de contas de empresas e pessuais dos membros do governo, gestores dos bancos, políticos e seus familiares.
7. O BNA, o MINFIN e Ministério do Comércio extinguiram todo o sistema unificado de controlo cambial das operações de exportações das empresas, para não se obter os registos da balança de pagamento e dos valores que essas empresas devem retornar, como divisas para Angola.
8. A banca angolana passou a ser, outra vez, o sistema de branqueamento e transações suspeitas, principalmente, das empresas Libanesas, Chinesas, Eritreias, Nigerianas, Portuguesas, Turcas, cubanas etc, para clientes suspeitos e com operações internacionais fraudulentas.
13. O Estado Angolano, deixou de cumprir, com o mínimo de regras de boa governação e transparência dos países democrático e da economia de mercado.
9. O presidente angolano tem estado a autorizar contratos sem concurso público, criando monopolios ilicitos de empresas, com transações suspeitas e com preços de produtos, construção e serviços infacionados, como meio de enriquecimento ilicito e branqueamento de capitais, para países suspeitos.
10. Nos últimos meses se constatou massivas transações bancárias de pessoas politicamente expostas, membros do Governo e familiares, para a aquisição de casa, bens e empresas em Portugal, Cabo Verde, Turquia, Marrocos, Líbano, Níger, Congo Democrático, Togo, Namibia, Brasil, Dubai, Hong Kong, Indonesia.
11. A Unidade de Informação Financeira – UIF, competente para combater o branqueamento de capitas, está dependente do Presidente da República e nada tem feito, para dectetar, suspender e informar as transações supeitas, a PGR e ao SIC.
12. O BNA deixou de fazer a “supervisão técnica efectiva” aos bancos comerciais e o complance sistêmico, bem como, tem feito uma distribuição sem criterios claros e justos, das divisas e empréstimos das reservas internacionais, diretamente, a bancos e empresas.
Quando o BCE chega a essa conclusão, o que realmente, a União Europeia está a fazer é dizer ao mundo que o presidente daquela país é corrupto e favorece a corrupção!!!
E, João Lourenço esteve no Parlamento Europeu e disse alto e em bom som: vou combater a corrupção e aprofundar a democracia.
Mas, Lima Massano e o seu grupo, de antigos e actuais trabalhadores de Manuel Vicente, traíram ele, e voltaram a colocar o presidente de Angola na desgraça internacional, sem dignidade e sem honra.
Que tamanha decepção!!!…
By: Viriato Cristão

