O Bloco Democrático (BD), acusou que o Governo matou através da Polícia Nacional mais de 40 cidadãos devido a paralisação dos taxistas na semana passada.
By: Victor Kavinda
Estás declarações foram prestadas a imprensa pelo presidente daquela formação política Filomeno Vieira Lopes, defendendo que a paralisação foi uma tentativa legítima dos taxistas de serem ouvidos pelas autoridades.
No entanto, em vez de diálogo, receberam repressão, “em vez de conversarem receberam como troco as ameaças, chantagem, tentativas de compra de consciência e até detenções arbitrárias”, disse demonstrado como o caso do vice-presidente da ANATA, Rodrigo Luciano Catimba que até hoje contínua detido.
Sustentou que a morte de mais de 40 cidadãos, supostamente assassinados a sangue frio pelas forças de defesa e segurança. “Temos informações documentadas sobre essas execuções. Entre as vítimas estão jovens, trabalhadores, estudantes, como é o caso da Ana Mabuila, todos com sonhos e direitos”, realça.
Além das mortes, salienta a existência também de centenas de feridos, “muitos com sequelas físicas irreversíveis e sem qualquer assistência médica”.
Refere que o activista ‘General Nilas’, baleado numa perna também foi detido durante uma ação pacífica de sensibilização, “foi prontamente reportado aos órgãos de Direitos Humanos.”
Face à gravidade da situação, garante que o seu partido apresentou algumas exigências às autoridades como a responsabilização imediata dos autores morais dos abusos cometidos pelas forças de defesa e segurança.
“Libertação imediata de todos os detidos arbitrariamente presos, assim como a reparação e a indemnização às famílias das vítimas”.
Pede também o fim do estado securitário disfarçado de ordem pública.
Garante que em função da paralisação dos taxistas nos dias 28, 29 e 30 do mês transacto, Luanda vive num Estado de sítio informal.
Acusa que o regime dirigido por João Lourenço estar cansado, “está também podre. E quando um regime apodrece, começa a matar para se manter de pé. Vive em negação da realidade, mente para sobreviver, reprime para se proteger.”
Afirmou que o seu partido, “não se calará diante do medo. Estamos com os taxistas, com os jovens que se manifestam, com os activistas detidos por delito de opinião, assim com o Osvaldo Caholo. Incluindo as mães que choram os seus filhos”, disse, remata.

