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Corrupção persistente em Angola preocupa especialistas e Organismos Internacionais

by Marcelino Gimbi

Luanda — A luta contra a corrupção em Angola enfrenta sérios desafios e aparenta ter perdido força nos últimos anos, alertam analistas e organismos internacionais. De acordo com especialistas ouvidos em Luanda, o país continua a gerar novos casos de corrupção, enquanto o sistema judicial revela sinais de inoperância e fragilidade.

Um relatório recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) destaca que, apesar de avanços significativos no início do primeiro mandato do Presidente João Lourenço, as reformas anticorrupção abrandaram consideravelmente a partir de 2022. O documento sublinha a necessidade de revitalizar o combate à corrupção e recomenda maior transparência nos processos de recuperação de ativos desviados.

Embora o enquadramento legal de Angola esteja em conformidade com padrões internacionais, o FMI observa que ainda há défices em áreas fundamentais como autonomia institucional, independência funcional e capacidade técnica. O relatório defende a implementação de mecanismos mais transparentes, inclusivos e digitalizados para garantir eficácia e confiança pública.

O debate sobre corrupção ganhou novos contornos esta semana com a retoma do julgamento dos generais Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa” e Leopoldino do Nascimento “Dino”, antigos pilares do regime de José Eduardo dos Santos. Ambos são acusados de crimes como peculato, associação criminosa, burla por defraudação, tráfico de influência, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.

Durante a leitura da acusação, o nome do ex-vice-presidente e antigo presidente da Sonangol, Manuel Vicente, foi mencionado várias vezes, podendo vir a ser arrolado como testemunha, de acordo com fontes ligadas à defesa.

Num outro sinal de alarme, o Bastonário da Ordem dos Advogados de Angola, José Luís Domingos, denunciou publicamente a presença de corrupção dentro do próprio sistema judicial, envolvendo magistrados e advogados que influenciam decisões de forma ilícita. Para Domingos, é urgente “purificar” a justiça para assegurar a sua credibilidade.

O jurista Manuel Cangundo, por sua vez, afirma que o combate à corrupção está em declínio. “Não se pode dizer que o processo triunfou. Hoje, surgem novos protagonistas, com novos esquemas, o que demonstra que a prática se mantém viva e sofisticada”, advertiu.

Também o analista político Agostinho Sikato vê com preocupação a estagnação das reformas, defendendo um reforço institucional e uma vontade política mais firme para romper com a impunidade.

Apesar dos compromissos públicos do governo angolano, cresce a percepção entre cidadãos e observadores de que a corrupção continua a minar as bases do Estado, exigindo ações mais eficazes, sustentadas e visíveis.

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