As autoridades russas confirmaram esta quinta-feira, 3 de julho, a morte do Major-General Mikhail Gudkov, vice-comandante da Marinha da Rússia, na sequência de um ataque ucraniano na região de Kursk, próximo da fronteira com a Ucrânia.
A informação foi divulgada pelo governador da região de Primorsky Krai, Oleg Kozhemyako, que destacou que Gudkov “perdeu a vida no cumprimento do seu dever de oficial”, juntamente com outros militares. Não foram avançados mais detalhes oficiais sobre as circunstâncias do ataque.
Segundo canais militares no Telegram, tanto russos como ucranianos, Gudkov terá morrido juntamente com outros dez militares após um ataque com mísseis a um posto de comando russo.
Antes de assumir o cargo de vice-comandante da Marinha, Gudkov liderava a controversa 155.ª Brigada de Fuzileiros Navais da Frota do Pacífico, implicada em graves violações dos direitos humanos. Membros da brigada foram acusados de envolvimento na tortura e execução de prisioneiros de guerra ucranianos, tendo sido divulgadas imagens desses atos nas redes sociais.
A brigada tinha sido destacada para Kursk em resposta à ofensiva surpresa ucraniana de agosto de 2024. Desde então, a região tem sido palco de vários confrontos e ataques pontuais.
Mikhail Gudkov foi nomeado vice-comandante da Marinha russa em março deste ano pelo presidente Vladimir Putin, sendo condecorado anteriormente por “bravura em combate”.
Kiev não reagiu oficialmente à morte do alto oficial militar. Gudkov junta-se assim à lista crescente de comandantes russos abatidos ao longo do conflito, refletindo o aumento da capacidade ucraniana de atingir alvos estratégicos em território russo.

