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João Lourenço defende maior autonomia financeira e reformas pragmáticas na União Africana

by Marcelino Gimbi

O Presidente de Angola, João Lourenço, defendeu a necessidade de acelerar as reformas institucionais da União Africana, com maior disciplina financeira, pragmatismo e foco nas prioridades estratégicas do continente.

A posição foi apresentada durante a quarta reunião virtual do Comité Ad Hoc de Chefes de Estado e de Governo sobre as Reformas Institucionais da organização continental, convocada pelo Presidente do Quénia, William Ruto, responsável pelas reformas institucionais da União Africana.

Na sua intervenção, João Lourenço destacou que a celebração do 63.º aniversário da antiga Organização da Unidade Africana representa um símbolo da visão dos líderes fundadores do continente, assente na construção de uma África unida, soberana e solidária.

O chefe de Estado angolano considerou que os progressos alcançados no âmbito das reformas demonstram a vontade coletiva de tornar a União Africana mais eficiente e operacional, mas alertou para a persistência de desafios estruturais relacionados com limitações financeiras e expansão excessiva de mandatos e estruturas.

Segundo João Lourenço, os recursos disponíveis na organização continental devem ser concentrados em áreas essenciais como a paz e segurança, integração africana e desenvolvimento económico e social.

O Presidente advertiu que a contínua expansão de estruturas administrativas pode comprometer a eficácia das próprias reformas em curso, defendendo a reavaliação e eventual suspensão de mecanismos que não correspondam às capacidades financeiras da União Africana.

Outro ponto destacado pelo estadista angolano foi a forte dependência da organização em relação ao financiamento externo. João Lourenço afirmou que esta situação pode fragilizar a autonomia institucional e influenciar as prioridades estratégicas africanas.

Angola defendeu, por isso, o reforço dos mecanismos africanos de financiamento sustentável e a implementação de medidas de racionalização das despesas e disciplina orçamental.

O Presidente angolano sublinhou ainda que as reformas devem respeitar a soberania dos Estados-membros, a responsabilidade partilhada e o fortalecimento da supervisão política e financeira da organização.

No final da intervenção, João Lourenço elogiou o trabalho desenvolvido pelo Presidente queniano William Ruto no processo de reformas institucionais, cujos resultados deverão ser analisados na próxima cimeira da União Africana, prevista para junho, no Egipto.

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