Os meios de comunicação estatais iranianos noticiaram que forças militares do país lançaram mísseis contra “unidades inimigas” no Estreito de Ormuz, após o que Teerão descreveu como um ataque norte-americano a um petroleiro iraniano. A informação não foi confirmada de forma independente por Washington.
De acordo com a televisão estatal IRIB, a operação terá ocorrido durante a noite de quinta-feira, quando as forças iranianas responderam ao alegado ataque ao navio-tanque com disparos de mísseis que, segundo a mesma fonte, obrigaram as forças adversárias a recuar depois de sofrerem danos.
Explosões foram registadas na ilha de Qeshm e na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irão, duas áreas estratégicas próximas da principal rota marítima para o transporte global de petróleo. A agência Fars, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, relatou ainda troca de tiros nas imediações do cais de Bahman, na ilha de Qeshm.
Segundo a agência estatal Mizan, os estrondos ouvidos na região terão resultado da activação dos sistemas de defesa aérea iranianos, que afirmam ter intercetado drones considerados hostis. Os relatos indicam que pelo menos dois aparelhos não tripulados foram abatidos sobre Bandar Abbas.
As autoridades iranianas acrescentaram que as defesas aéreas foram também acionadas sobre Teerão para responder a possíveis ameaças. No entanto, não foram divulgados detalhes adicionais sobre danos ou vítimas.
Até ao momento, não houve confirmação oficial por parte dos Estados Unidos, e as alegações não puderam ser verificadas de forma independente.
Qeshm, a maior ilha iraniana no Golfo Pérsico, tem cerca de 150 mil habitantes e alberga infraestruturas estratégicas, incluindo uma unidade de dessalinização de água, o que reforça a importância da área no contexto da segurança regional e do transporte energético mundial.

