LISBOA (08/02/2026) – Portugal confirmou este domingo um novo inquilino para o Palácio de Belém. António José Seguro foi eleito Presidente da República à primeira volta, conquistando uma maioria folgada de 66,2% dos votos, derrotando categoricamente o candidato da direita radical, José Ventura, que se ficou pelos 33,8%.
A vitória de Seguro representa não apenas um regresso do centro-esquerda ao poder presidencial, mas também uma resposta clara do eleitorado português num momento de forte polarização política.
Os Detalhes do Escrutínio
A noite eleitoral começou com projeções que já apontavam para uma distância intransponível, mas os números finais superaram as expectativas mais otimistas da candidatura de Seguro.
Voto Moderado: Seguro conseguiu captar o “centro institucional”, unindo o eleitorado tradicional do PS e uma fatia significativa do centro-direita moderado, que viu nele uma garantia de estabilidade constitucional.
A Queda do Protesto: Embora Ventura tenha conseguido consolidar um terço do eleitorado, um valor historicamente alto para a sua força política —, a “onda” esperada pela sua candidatura não teve força suficiente para forçar uma segunda volta.
Abstenção: O comparecimento às urnas foi superior ao das últimas presidenciais, sinal de uma sociedade mobilizada pelo embate direto entre dois modelos de país opostos.
O Discurso da Vitória: “Um Presidente de Todos”
No seu quartel-general, num ambiente de euforia contida, António José Seguro subiu ao palco para reforçar o seu compromisso com a unidade nacional.
“Não há dois Portugais. Esta vitória não é de um partido, nem contra metade dos portugueses. É uma vitória da decência, do equilíbrio e das instituições. Serei o Presidente de todos, dos que votaram em mim e dos que escolheram outras opções”, afirmou o Presidente eleito sob fortes aplausos.
O Lado dos Vencidos
José Ventura, ao reconhecer a derrota, manteve o tom combativo que marcou a sua campanha. Apesar da margem de 1 para 2, o candidato destacou que “um em cada três portugueses” rejeita o sistema atual, prometendo uma oposição vigilante ao mandato que agora se inicia.
De recordar que, novo presidente, António José Seguro, deverá tomar posse no próximo mês de Março.
No entanto, o seu mandato será marcado pelo desafio de gerir a coabitação com o Governo e pela urgência de reformar o sistema político para responder ao descontentamento que, apesar da derrota de Ventura, continua presente numa parte do tecido social.

