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Reações internacionais dividem-se após intervenção militar dos EUA na Venezuela

by Marcelino Gimbi

Caracas/Washington – A intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, anunciada pelo Presidente norte-americano Donald Trump e que culminou com a captura do chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, provocou protestos em Caracas e desencadeou reações imediatas de líderes mundiais, marcadas por condenações, apelos à desescalada e exigências de respeito pelo direito internacional.

Donald Trump declarou que Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram retirados da Venezuela e se encontram sob custódia norte-americana, a bordo de um navio de guerra. O Presidente dos EUA afirmou ainda que o líder venezuelano será julgado em Nova Iorque. Em entrevistas a meios de comunicação norte-americanos, Trump disse ter acompanhado a operação em tempo real e garantiu que as forças dos EUA estavam preparadas para uma segunda ofensiva, embora tenha considerado desnecessária qualquer nova ação militar, alegando que a primeira operação foi decisiva.

Na Venezuela, apoiantes do chavismo manifestaram-se nas ruas do centro de Caracas exigindo a devolução do Presidente capturado. A vice-Presidente Delcy Rodríguez afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro e exigiu uma prova de vida às autoridades norte-americanas, classificando a operação como uma violação grave da soberania nacional.

Comunidade internacional reage com preocupação

No plano internacional, as reações foram rápidas e, em muitos casos, críticas. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, manifestou “grande preocupação” com a situação e apelou a uma solução baseada no respeito pelo direito internacional e pela Carta das Nações Unidas, defendendo a desescalada do conflito.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou para o que descreveu como uma escalada perigosa, com potenciais consequências para toda a região. Segundo o seu porta-voz, os acontecimentos representam um precedente preocupante para a ordem internacional, sublinhando a importância do respeito pelas normas do direito internacional.

O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou a intervenção norte-americana, considerando-a uma afronta grave à soberania da Venezuela. Em comunicado, afirmou que ações militares deste tipo fragilizam o multilateralismo e contribuem para um cenário global de instabilidade, onde prevalece a lei do mais forte.

Também o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que todos os Estados devem respeitar o direito internacional e garantiu que Londres não participou na operação. O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, apelou igualmente à desescalada e ao respeito pelos princípios das Nações Unidas.

Em sentido oposto, comunidades de venezuelanos no exterior, nomeadamente em cidades como Miami e Santiago do Chile, celebraram a captura de Nicolás Maduro, vendo na intervenção norte-americana uma possível mudança no rumo político do país.

Rússia e Cuba condenam ação dos EUA

A Rússia classificou a intervenção como uma agressão militar e apelou ao diálogo para evitar uma deterioração ainda maior da situação regional. Cuba, por sua vez, manifestou apoio ao Governo venezuelano e à vice-Presidente Delcy Rodríguez, reafirmando solidariedade com o que descreveu como a soberania do povo venezuelano.

Enquanto a situação continua a evoluir, a comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos políticos e jurídicos do caso, num contexto de elevada tensão regional e incerteza quanto ao futuro da Venezuela.

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