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Conflitos internos aumentam tensão nos partidos da oposição em Angola

by Marcelino Gimbi

Luanda – Vários partidos da oposição angolana vivem momentos de instabilidade interna numa fase em que o país se aproxima de um novo ciclo pré-eleitoral. Divergências internas, disputas de liderança e processos judiciais estão a marcar o ambiente político, levantando preocupações sobre a capacidade de mobilização destas forças rumo às eleições gerais de 2027.

No Bloco Democrático (BD), parceiro da UNITA na Frente Patriótica Unida, um grupo de militantes questiona a legitimidade da atual direção eleita na convenção nacional realizada em agosto. Os contestatários avançaram com uma providência cautelar no Tribunal Constitucional, alegando irregularidades no processo eleitoral interno.

Entre os subscritores da ação judicial encontram-se dirigentes provinciais, como o secretário do Huambo, Laurindo David, e o secretário-adjunto do Namibe, Geraldo Camufinfo Mayengue. A direção do partido, liderada por Filomeno Vieira Lopes, rejeita as acusações e garante que o processo decorreu de forma regular.

A porta-voz do Bloco Democrático, Valéria Americano Vitussi, afirmou que o partido não atravessa uma crise, classificando as divergências como naturais em qualquer organização política. Segundo a dirigente, os delegados que participaram na convenção votaram de forma consciente e responsável, reiterando confiança na liderança eleita. Acrescentou ainda que situações semelhantes já ocorreram no passado e que o partido saiu reforçado, estando agora concentrado na preparação das eleições de 2027.

As tensões não se limitam ao Bloco Democrático. O Partido Humanista enfrenta igualmente problemas internos que estariam a dificultar a tomada de posse dos seus comissários eleitorais, num momento considerado sensível do calendário político nacional.

Já na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), militantes têm manifestado publicamente preocupação com o rumo do partido. Pedro Gomes, membro da formação política, alertou para a existência de um grupo que, segundo ele, estaria a tentar sabotar o processo de reestruturação interna. O militante falou em ações deliberadas para enfraquecer a direção do partido e apelou à vigilância dos órgãos internos e da base militante.

Para o jurista e analista político António Ventura, a intensificação de conflitos internos em períodos que antecedem eleições é recorrente nos partidos da oposição angolana, muitas vezes condicionando a sua ação política. O especialista associa o fenómeno à própria evolução do sistema partidário no país, lembrando que várias formações resultaram da transformação de antigos movimentos de libertação em partidos políticos, num processo iniciado com a abertura multipartidária em 1992.

Ventura sublinha que muitos partidos surgidos nesse período acabaram por desaparecer, o que revela fragilidades estruturais na forma como as organizações políticas se constituem e se consolidam em Angola. O analista admite ainda a possibilidade de interferências externas com o objetivo de desestabilizar partidos da oposição, um cenário que, segundo ele, já se terá verificado tanto em formações políticas como em organizações da sociedade civil.

Com o aproximar do ciclo eleitoral, os conflitos internos surgem assim como um dos principais desafios para a oposição, num contexto em que a coesão partidária poderá ser determinante para o desempenho político nos próximos anos.

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