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HomeOPINIÃOO calar das armas não representa a paz efectiva

O calar das armas não representa a paz efectiva

A presente assertiva reflecte a ideia de que o simples silêncio das armas não garante a conquista da paz duradoura. Um exemplo clássico que ilustra essa ideia é o livro “Guerra e Paz”, de Liev Tolstói, que mostra como o cessar-fogo em uma guerra não necessariamente traz a reconciliação e a harmonia entre os povos. Além disso, podemos citar a obra “A Queda de Gondolin”, de J.R.R. Tolkien, onde o fim das batalhas não significa automaticamente o restabelecimento da tranquilidade e da estabilidade política, económica e social.

By: Emanuel Dala, Politólogo e Investigador

Nesta ordem de ideias, esses clássicos nos mostram que a verdadeira paz vai muito além do silêncio das armas, exigindo diálogo, compreensão mútua e esforços contínuos para construir relações pacíficas e duradouras entre as pessoas e as nações.

Assim sendo, a questão econômica e social desempenha um papel fundamental nessa abordagem, ou seja, muitas vezes, conflitos armados estão ligados a desigualdades econômicas e sociais, falta de oportunidades, distribuição desigual de recursos e acesso limitado a serviços básicos.

Portanto, para alcançar uma paz verdadeira e duradoura, é essencial abordar essas questões subjacentes.

Abundam tantos exemplos na literatura que abordam essa interligação, como em “Les Misérables”, de Victor Hugo, que retrata as profundas disparidades sociais e econômicas como fonte de conflito e injustiça. Outrossim, a obra “O Senhor das Moscas”, de William Golding, expõe como a escassez de recursos pode levar ao surgimento de tensões e confrontos.

Assim sendo, a busca pela paz genuína deve incluir medidas para promover a igualdade econômica e social, garantir oportunidades para todos e criar condições que favoreçam o desenvolvimento humano e a coexistência pacífica.

Contudo, importa clarificar que o 4 de abril mais representa o calar das armas do que a paz efectiva em Angola, portanto, na abordagem sobre a paz, não se pode ignorar questões importantes sobre a complexidade da busca pela paz efectiva, destacando a necessidade de abordar não apenas o aspecto militar, mas também as raízes econômicas e sociais dos conflitos. O diálogo, a compreensão mútua e o compromisso com a justiça social são fundamentais nesse processo.