LUANDA (12/08/2026) – O PADDA–Aliança Patriótica (PADDA–AP) apela ao Executivo, liderado pelo Presidente da República, João Lourenço, e às autoridades competentes para que assumam as suas responsabilidades na garantia da ordem constitucional, da segurança dos cidadãos e do exercício efectivo das liberdades políticas, na sequência dos recentes acontecimentos registados na província do Uíge.
O partido sublinha que o MPLA, enquanto força política que governa o país, tem uma responsabilidade acrescida na criação e preservação de um ambiente político marcado pela tolerância, pelo respeito ao pluralismo e pela imparcialidade das instituições do Estado.
Segundo o PADDA–AP, os cidadãos e as organizações políticas devem poder exercer livremente os seus direitos constitucionalmente consagrados, sem serem impedidos por razões de natureza partidária.
Por outro lado, a formação política considera fundamental que todos os partidos, incluindo MPLA e UNITA, adoptem uma postura responsável perante os seus militantes e apoiantes, evitando comportamentos que possam alimentar confrontos e rivalidades políticas.
O PADDA–AP adianta que a história política de Angola não deve continuar a ser utilizada como fundamento para a perpetuação de hostilidades entre cidadãos, defendendo, em alternativa, uma cultura política assente no diálogo e na convivência democrática.
Avança ainda que o papel histórico desempenhado pelo MPLA e pela UNITA aumenta a responsabilidade destas duas formações na consolidação de uma cultura de tolerância e respeito pela diferença.
A formação política afirma que a democracia exige instituições imparciais e partidos capazes de respeitar o direito à diferença, mesmo perante divergências políticas.
Por outra, o PADDA–AP disse que a estabilidade política do país depende da capacidade dos diferentes actores de resolverem os seus conflitos por via do diálogo e dentro dos marcos constitucionais.
Lê-se no posicionamento do partido que a preservação da paz e da convivência entre angolanos deve estar acima das disputas partidárias.
No entanto, o PADDA–AP entende que a responsabilidade pela prevenção de novos episódios de tensão deve ser assumida tanto pelas instituições do Estado como pelas próprias organizações políticas, através do respeito pela Constituição, pela lei e pelos direitos dos cidadãos.

