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Aumento do preço dos combustíveis agrava crise alimentar na Somália

by Marcelino Gimbi

A crise alimentar na Somália está a intensificar-se devido à forte subida dos preços dos combustíveis, impulsionada pelo impacto da guerra no Médio Oriente, alertou a organização humanitária Save the Children.

De acordo com a instituição, o preço do combustível aumentou cerca de 150% durante este mês, atingindo 1,5 dólares por litro, o que tem provocado uma escalada no custo dos alimentos num país onde cerca de um terço da população já enfrenta fome diariamente.

Num comunicado, a organização sublinhou que o aumento dos preços está a agravar uma das piores crises alimentares dos últimos anos, agravada por três épocas consecutivas de chuvas insuficientes que reduziram significativamente a produção agrícola local. Entre os produtos básicos mais afetados estão o sorgo e o milho, cujos preços subiram 25% e 33%, respetivamente.

O diretor da Save the Children na Somália, Mohamud Mohamed Hassan, alertou que o país “não pode suportar mais crises sem consequências catastróficas para a infância”, apelando à mobilização urgente da comunidade internacional. Segundo o responsável, o encarecimento do combustível está a afetar toda a cadeia de resposta humanitária, incluindo a distribuição de alimentos terapêuticos essenciais para crianças gravemente desnutridas, atualmente retidos nas cadeias de abastecimento.

A dependência externa agrava a situação: mais de 70% dos alimentos consumidos no país são importados, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Já o Programa Alimentar Mundial indicou que os preços dos produtos básicos subiram pelo menos 20%.

Dados da Classificação Integrada da Segurança Alimentar apontam que mais de 6,5 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda, enquanto cerca de 1,84 milhões de crianças com menos de cinco anos correm risco de desnutrição aguda. A situação é agravada por surtos recentes de diarreia, cólera, sarampo e difteria no sul e centro do país.

A Save the Children lamenta ainda o défice de financiamento do Plano de Resposta Humanitária para 2026, que, no início de março, tinha recebido apenas 10,9% dos 852 milhões de dólares necessários.

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