A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que os ministros “expressaram apoio às medidas dos EUA que conduzam a uma paz justa”, após a sessão virtual do Conselho dos Negócios Estrangeiros, que contou também com o ministro ucraniano Andrii Sybiha. Segundo Kallas, a prioridade passa por “mais sanções contra a Rússia, mais apoio militar à Ucrânia, ajuda orçamental e apoio ao processo de adesão à UE”.
O anúncio da cimeira Trump-Putin levantou receios entre capitais europeias de que o continente seja afastado de negociações decisivas para a segurança regional. Numa declaração conjunta emitida no fim de semana, líderes da Finlândia, França, Alemanha, Itália, Polónia, Reino Unido e Comissão Europeia reiteraram que “o caminho para a paz na Ucrânia não pode ser decidido sem a Ucrânia” e rejeitaram a proposta de cessar-fogo russa que prevê negociações sobre os territórios de Donetsk e Luhansk.
Os principais líderes europeus — incluindo Friedrich Merz, Emmanuel Macron e Keir Starmer — presidirão na quarta-feira a uma reunião de emergência da coligação de apoio à Ucrânia, com participação de Trump e Zelenskyy, além de outros líderes da NATO e da UE. O Eliseu confirmou ainda a realização de várias videoconferências no mesmo dia, “incluindo uma com a presença do presidente Trump”.
A situação no Médio Oriente, em especial a crise humanitária em Gaza, também esteve em análise durante o encontro ministerial europeu.

