Pelas 15 horas do dia 7 de Agosto de 2025, o auditório “Welwitschia” do Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais “Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem”, em Luanda, transformou-se num palco de emoções e reconhecimento à mulher policial. Mais de uma centena de efectivos da Polícia Nacional de Angola, com destaque para o efectivo feminino, encheram o espaço com aplausos e olhares vibrantes. O ambiente era de festa: bandeiras, flores e trajes africanos em tons de azul, a cor que simboliza a farda, branco, verde e preto compunham um cenário de orgulho, beleza e identidade corporativa.
O 1.º Concurso Nacional de Canto e Poesia de Vozes Femininas da PNA foi promovido pela Rede Mulher Polícia de Angola (REMPA) e enquadrou-se nas celebrações do Dia da Mulher Africana e dos 50 anos da Independência Nacional. O evento visou destacar o talento artístico das mulheres da corporação e fortalecer valores como o patriotismo, a ética e a responsabilidade social. Em palco, 21 concorrentes provenientes de várias províncias partilharam músicas e poemas com temas centrados na bravura, no dever policial e no amor à pátria.
As apresentações artísticas abrangeram diversos estilos, desde soul, kizomba, kuduro até reggae, e emocionaram o público presente. O momento cultural reforçou a mensagem de que a mulher polícia não é apenas agente da ordem, mas também guardiã da cultura nacional. O auditório reagia com entusiasmo, num clima de comunhão e exaltação do feminino dentro das fileiras da segurança pública.
Ao presidir o acto, o 2.º Comandante Geral da PNA, Comissário-Chefe Domingos Ferreira de Andrade, exaltou a mulher polícia como “pilar da paz e da identidade nacional”, sublinhando o seu papel activo na prevenção da criminalidade e no reforço da cultura patriótica. Elogiou a REMPA pela iniciativa e encorajou a continuidade de acções que valorizem a presença feminina na corporação. O Director de Educação Patriótica da PNA, Comissário-Chefe Gil Famoso Sebastião da Silva, também prestou homenagem às participantes e reconheceu a importância do evento no fortalecimento da consciência institucional.
Romão da Silva, destacou a necessidade de mais inclusão feminina nos cargos de chefia e declarou: “Onde há mulher, há coragem, competência e compromisso com a missão policial.” A cerimónia ganhou ainda mais brilho com a actuação do consagrado músico Euclides da Lomba, que emocionou a plateia com sucessos como “Desejo Malandro”. No final, a Agente de 1.ª Classe Benvinda Sonca venceu na categoria de música com o tema “O Choro do Agente” e a 1ª Subchefe Ana Bela Caiala venceu na categoria de poesia com a obra “Os Desafios da Mulher Polícia no Exercício das Missões”.
O evento contou com a presença de oficiais comissários, superiores e subalternos da PNA, membros do Conselho Superior da Polícia, representantes do Ministério do Interior (MININT), do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, bem como de outras entidades governamentais da província de Luanda. A cerimónia encerrou com entrega de certificados, flores, sessões de fotografias, um cocktail e momentos culturais, selando a união entre a missão policial e a expressão artística feminina. Com este marco, a Polícia Nacional de Angola reafirma o seu compromisso com a igualdade de género e o reconhecimento do valor da mulher nas áreas da segurança, cultura e cidadania.

