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Faculdade de Direito do Huambo acusada de irregularidades graves no exame de admissão

by REDAÇÃO

Huambo – Um grupo de cidadãos, liderado pelo ativista conhecido como Poeta Ukwanana, denunciou publicamente alegadas irregularidades no processo de admissão à Faculdade de Direito da Universidade José Eduardo dos Santos (UJES), exigindo uma investigação urgente por parte das autoridades competentes.

Em carta aberta endereçada à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), ao Ministério do Ensino Superior e à Reitoria da UJES, os denunciantes afirmam que o recente exame de acesso foi manipulado, beneficiando determinados candidatos e excluindo injustamente outros.

Acusações de provas fora do currículo e manipulação de notas

Segundo a denúncia, as provas aplicadas teriam ignorado o conteúdo oficial do segundo ciclo do ensino secundário, o que, na visão dos queixosos, visaria eliminar candidatos bem preparados para favorecer um grupo previamente selecionado. “É como exigir de um agricultor que plante no deserto… sabem que não colherá nada”, lê-se na exposição.

Outra das alegações mais graves refere-se à distribuição das notas, considerada “estatisticamente improvável”. A maioria dos candidatos terá obtido apenas duas classificações possíveis: **zero (0)** ou **dez (10)**, o que levanta suspeitas de fraude no processo de correção. “Ou as provas foram corrigidas por um algoritmo incompetente, ou por mãos humanas que obedecem a interesses obscuros”, acusam.

A denúncia considera que as práticas verificadas na Faculdade de Direito violam frontalmente a Constituição da República de Angola, que garante igualdade de oportunidades, bem como a Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino. “Ali, justiça parece ser só o nome do curso… e não um valor praticado”, criticam.

Pedido de investigação e responsabilização

Os subscritores do apelo exigem uma investigação profunda por parte da PGR e do SIC, sem interferências políticas, e pedem ao Ministério do Ensino Superior que cobre da UJES explicações públicas, acompanhadas de critérios claros de elaboração e correção das provas.

> “O silêncio institucional é conivência”, afirma a nota, que também responsabiliza diretamente o decano da Faculdade de Direito, João Valeriano, por liderar o processo que classificam como “jogo sujo de cartas marcadas”.

A denúncia termina com um apelo à responsabilização e à transparência: “A juventude angolana não precisa de mais portas fechadas, mas de oportunidades reais. Não é admissível que um curso que deveria formar defensores da justiça esteja, ironicamente, sendo símbolo da sua negação.”

Segundo os denunciantes, protestos públicos poderão ocorrer nos próximos dias caso não haja resposta das autoridades.

A Universidade José Eduardo dos Santos ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

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