A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Maria Lucas, defendeu esta segunda-feira, na cidade da Matola, a necessidade de os países africanos passarem da teoria à prática para impulsionar o desenvolvimento do continente.
Durante as celebrações do Dia de África, a governante apelou à união dos Estados africanos em torno de objetivos comuns ligados ao desenvolvimento económico, segurança alimentar e proteção territorial.
Maria Lucas afirmou que a atual geração africana tem a responsabilidade de transformar os recursos naturais e a unidade política do continente em progresso concreto e oportunidades reais para os povos africanos.
A ministra destacou ainda que o pan-africanismo não deve limitar-se aos discursos políticos, defendendo que os princípios de cooperação e solidariedade precisam refletir-se nas decisões, políticas públicas e ações conjuntas entre os países africanos.
Segundo a governante, África será mais forte e respeitada internacionalmente se conseguir falar “a uma só voz” e transformar a solidariedade continental em medidas concretas capazes de gerar prosperidade.
Nas celebrações deste ano, a União Africana escolheu como lema “Garantir a disponibilidade sustentável de água e sistema de saneamento seguro para alcançar os objectivos da Agenda 2063”.
Sobre o tema, Maria Lucas considerou que o acesso à água potável e ao saneamento representa uma questão essencial para a saúde pública, dignidade humana e desenvolvimento sustentável.
A ministra sublinhou que nenhuma comunidade pode prosperar sem acesso à água, higiene e condições básicas de saúde, defendendo a necessidade de proteger os recursos naturais que garantem a vida e o futuro das próximas gerações.

