A OPEP+ decidiu aumentar a produção de crude em maio, numa tentativa de estabilizar o mercado energético global afetado pela escalada do conflito no Médio Oriente e pelas perturbações no tráfego marítimo do Estreito de Ormuz.
Os principais produtores — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — acordaram aumentar a oferta em 206 mil barris por dia.
Apesar da decisão, analistas consideram que o impacto será reduzido. O aumento representa menos de 2% do volume de petróleo afetado pelas interrupções na rota marítima mais estratégica do comércio energético mundial.
Além disso, a eficácia da medida depende da normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, já que parte significativa do petróleo produzido continua sem possibilidade de exportação.
Especialistas apontam que a produção da OPEP já caiu milhões de barris por dia devido a danos em infraestruturas energéticas e a dificuldades operacionais provocadas pelo conflito regional.
Segundo analistas do setor energético, o aumento anunciado é considerado modesto face às perdas de fornecimento e às perturbações logísticas em curso.
Os preços do petróleo continuam em trajetória ascendente desde o início da crise, aproximando-se dos 120 dólares por barril. Instituições financeiras alertam que, caso a situação persista, os valores podem atingir os 150 dólares por barril nas próximas semanas.
O cenário coloca pressão adicional sobre consumidores e empresas em todo o mundo, aumentando os custos de combustíveis, transportes e produção industrial.
A OPEP+ reiterou que continuará a monitorizar a evolução do mercado e poderá ajustar novamente a produção, mantendo flexibilidade para aumentar, pausar ou reverter os cortes.
Enquanto a tensão geopolítica se mantiver elevada, a volatilidade dos preços do petróleo deverá continuar a marcar o mercado energético global.

