O Irão rejeitou uma nova proposta de cessar-fogo de 45 dias apresentada por vários países, enquanto aumentam as tensões com os Estados Unidos e Israel em torno do controlo do Estreito de Ormuz.
A iniciativa de cessar-fogo foi mediada por Egito, Paquistão e Turquia, com o objetivo de criar uma pausa de 45 dias para negociações mais amplas e eventual acordo de paz duradouro entre o Irão e os Estados Unidos.
Contudo, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, classificou a proposta como “ilógica” e rejeitou a possibilidade de negociações sob ameaça militar.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tinha estabelecido um prazo para a reabertura plena da via marítima e advertiu que o Irão poderia enfrentar ataques a infraestruturas estratégicas caso a situação persistisse.
Apesar disso, autoridades iranianas garantem que o estreito permanece aberto “ao mundo”, mas não aos inimigos do país. O ministro da Cultura, Seyed Reza Salehi Amiri, afirmou que Teerão não participará em negociações sem garantias de segurança e compensações financeiras.
Entretanto, segundo relatos de meios estatais iranianos, ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos terão atingido infraestruturas energéticas, incluindo o campo de gás natural South Pars, provocando dezenas de mortos. Em resposta, o Irão lançou mísseis contra Israel e países do Golfo, agravando a escalada militar na região.
A situação mantém-se volátil, enquanto a comunidade internacional acompanha com preocupação o risco de agravamento do conflito e o impacto numa das rotas marítimas mais estratégicas do comércio mundial.

