Em comunicado, datado desta segunda-feira 16, o órgão reitor do futebol em Angola reage às criticas, que segundo faz saber, são feitas com base em episódios isolados, propositadamente escolhidos para atacar a Federação Angolana de Futebol.
“Nos últimos dias circulam nas redes sociais textos que tentam pintar um quadro de caos na gestão da Federação Angolana de Futebol desde a chegada de Alves Simões à presidência. O problema não é a crítica, porque a crítica é legítima e necessária em qualquer democracia desportiva, mas sim quando a crítica se constrói sobre meias verdades, omissões e conclusões precipitadas, criando uma narrativa que serve mais para gerar indignação do que para esclarecer”, lê-se.
A FAF diz que os textos que são publicados a criticar o actual momento dos Palancas Negras e da própria organização, apresentam uma cronologia aparentemente organizada, mas profundamente selectiva.
“Escolhem episódios isolados e liga-os artificialmente para sugerir uma crise permanente. Essa técnica é antiga, pega-se em factos reais, retira-se o contexto e, no fim, apresenta-se uma conclusão dramática como se fosse inevitável”.
Segundo a FAF a saída de Pedro Gonçalves e de Patrice Beaumelle, do comando técnico da seleção nacional não deve ser é tratada como prova de desorganização, pelo facto de ser uma realidade comum em qualquer federação do mundo, e que futebol moderno é feito de ciclos técnicos com inícios e términos baseados em resultados, avaliações internas e estratégias futuras.
Por esta razão “Transformar isso em escândalo revela mais vontade de atacar do que de analisar”, desvalorizando desta forma as críticas que segundo a FAF “insinuam irregularidades contratuais e falhas graves da federação”. Sobre as críticas a volta de alegações dos referidos incumprimentos contratuais, a Federação Angolana de Futebol repudia o facto de não apresentarem “um único documento, uma única fonte oficial ou qualquer prova concreta que sustente tais acusações. Fica-se apenas no terreno da suspeita e da especulação”.
“É precisamente aqui que reside o problema. Quando alguém decide lançar dúvidas sobre uma instituição como a Federação Angolana de Futebol sem apresentar provas, está a contribuir para a degradação do debate público e para a erosão da confiança no futebol nacional”, lê-se.
Reconhece, entretanto que o futebol angolano enfrenta desafios reais como a competitividade, formação, profissionalização e sustentabilidade financeira dos clubes, que no entender da FAF são os temas que deveriam mobilizar análises sérias e responsáveis, ao invés de transformar cada decisão administrativa numa suposta crise institucional, que descreve como uma forma fácil de ganhar atenção nas redes sociais, embora pouco útil para quem realmente quer ver o futebol nacional crescer.
“Crítica séria exige responsabilidade, factos, documentos e o real contexto. O que não se pode aceitar é a construção de informações alarmistas baseadas em percepções pessoais que, no fim, apenas alimentam polémicas e confundem os adeptos”, lê-se ainda, exigindo por outro lado, rigor, honestidade intelectual e respeito pela verdade dos factos.

