O Porto do Lobito reafirmou, nesta quarta-feira (25/02/2026), o seu compromisso com a integridade, a transparência e o combate à corrupção, ao promover um workshop estratégico dedicado à ética, governação e transformação digital. A iniciativa enquadrou-se nas celebrações do Dia Internacional da Ética, assinalado a 23 de Fevereiro, e reuniu especialistas e representantes de diversos sectores.
By: Victor Kavinda
O encontro, organizado pelo Comité de Ética da instituição, centrou-se nos desafios que a modernização tecnológica impõe à administração pública e às organizações, destacando a necessidade de fortalecer mecanismos de compliance e consolidar uma cultura de responsabilidade institucional.
Na abertura dos trabalhos, a presidente do Comité de Ética, Ana Quinene Filipe, defendeu que a ética deve traduzir-se em práticas concretas no quotidiano das instituições. “A ética é mais do que normas e regulamentos; é uma atitude. Estamos aqui para renovar o compromisso de sermos uma instituição que inspira confiança, respeito e credibilidade”, afirmou.
A responsável sublinhou que o Porto do Lobito integra o Pacto Global das Nações Unidas, reforçando o alinhamento da empresa com princípios internacionais ligados aos direitos humanos, normas laborais, protecção ambiental e anticorrupção.
Ana Quinene Filipe, defendeu que a integridade deve ultrapassar o plano normativo e assumir-se como prática quotidiana, lembrando que o Porto do Lobito integra o Pacto Global das Nações Unidas, compromisso que reforça a observância de princípios ligados aos direitos humanos, normas laborais, protecção ambiental e anticorrupção.

Porto do Lobito reforça cultura de integridade, debate, desafios Éticos da Transformação Digital
Na sua intervenção, o presidente do Conselho de Administração (PCA), Celso Rosas, sublinhou que celebrar a data é reafirmar princípios fundamentais para o desenvolvimento sustentável. “Não há sustentabilidade sem integridade; não há eficiência sem responsabilidade; não há confiança sem transparência”, declarou, defendendo que a ética deve orientar cada decisão institucional.
O gestor destacou ainda que, num porto onde pessoas, bens, tecnologias e economias se cruzam diariamente, “a ética é a bússola que nos guia”, garantindo que cada decisão — grande ou pequena — respeita os valores da instituição e serve o interesse público, honrando as expectativas do país e dos parceiros internacionais.
Celso Rosas alertou para o contexto de transformação acelerada, marcado por processos cada vez mais digitalizados, expansão de parcerias público-privadas e maior escrutínio social e institucional. Segundo afirmou, este cenário impõe “desafios éticos cada vez mais complexos no sector portuário e administrativo”, exigindo o reforço dos mecanismos internos de integridade.
“A ética não é um discurso decorativo; manifesta-se nas pequenas coisas do dia-a-dia. Precisamos de uma cultura ética forte, que previna riscos, oriente decisões e fortaleça os nossos mecanismos internos”, acrescentou.
O workshop consolidou-se como espaço de reflexão multissectorial sobre boas práticas de governação, num momento em que a modernização tecnológica exige das instituições maior rigor, responsabilidade e coerência ética.

