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Novos estatutos do MPLA contrariam moções de apoio (parte I)

by Marcelino Gimbi

Foram precisos 17 anos após o abandono da ideologia marxista-leninista, adoptada pelo MPLA no congresso de 1977, para fazer evoluir os estatutos do nosso partido com a introdução de novos valores democráticos.

Um deles revelou-se de grande mérito: o princípio da democracia interna e da concorrência com múltiplas candidaturas para a presidência do partido. Um outro, de valor igualmente incomensurável, é o princípio das listas concorrentes.

Esta evolução estatutária apanhou de surpresa muitos dos nossos camaradas e trouxe à liça um novo desafio, um novo cenário para a grande família partidária, eliminando critérios valorativos antigos para a escolha das lideranças.

Desde a eleição dos primeiros secretários ao presidente do partido, os novos estatutos tornaram as escolhas mais exigentes e eliminaram de uma vez por todas a famigera da Moção de Apoio.

Este antigo expediente de facilitação, acobertava revelações importantes e um escrutínio de valores de mérito sobre a figura pretendente ao cargo.

Este modo de eleger privilegiava a personificação e permitia omitir critérios de juízo mais refinados, escondendo defeitos pessoais por vezes fatais para o bom desempenho de toda a organização.

Transposto este modelo marxista-leninista, por indicação ou por moção dirigida, o atalho deve ser visto agora como algo em desuso.

Para regimes e partidos democráticos, insistir na prática é um bônus às consciências mais poluídas do MPLA, sobretudo daqueles militantes que eventualmente pretendam rejeitar os novos estatutos ou aleguem falso desconhecimento.

Precisamos reunir forças para vencê-los, se eles surgirem ou insistirem no desrespeito aos estatutos!

Importa recordar que, no passado, as elites políticas dos países socialistas encontraram nesta prática a melhor forma de contornarem a participação directa e activa dos militantes, e foram severamente castigadas pela história para bem da democracia.

Com a aprovação dos nossos novos estatutos, fugir a concorrência tornou-se inviável, porque a sociedade toda nos assiste e avalia, não é salutar para a eleição responsável dos líderes e emperra o progresso.

Pode mesmo dizer-se que o MPLA também se atrasou durante décadas, tendo comprometido seriamente o seu progresso, ao ter optado por eleições com candidatos únicos.

Quando o líder é encontrado num conjunto de moções de apoio, produzidas em todas as províncias, municípios e até aldeias, não há garantias para o líder nem de autoridade nem de qualquer legitimidade para o seu conforto político.

Em determinado período da nossa história partidária, quando as eleições eram separadas, o nosso partido alcançou um score eleitoral superior ao do seu líder. Estava provada a tese democrática que rege a concorrência interna e a disputa de cargos sem pressão elitizada.

A ideia da concertação prévia das lideranças em situação de cessantes como forma de escolha é falsa e perniciosa para a democracia. Infelizmente, assim era garantida às elites dominantes dos partidos marxistas a sua fuga à concorrência interna e a uma eleição que fosse verdadeiramente democrática e participativa.

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