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Estados Unidos alertam Irão sobre repressão a protestos e admitem intervenção militar

by Marcelino Gimbi

Nova Iorque – Os Estados Unidos advertiram o Irão de que “todas as opções estão em cima da mesa” caso o regime continue a recorrer à força letal para reprimir os protestos que se multiplicam em várias cidades do país. O aviso foi feito durante uma sessão de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas dedicada à situação iraniana.

O embaixador norte-americano junto da ONU, Mike Waltz, afirmou que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está disposto a avançar com uma intervenção militar se persistirem as mortes de manifestantes. Segundo o diplomata, Washington não ficará indiferente ao que classificou como um “massacre” da população civil.

“Donald Trump não é um presidente de discursos intermináveis. É um homem de ação. A liderança iraniana deve ter plena consciência de que todas as opções estão sobre a mesa”, declarou Waltz perante os membros do Conselho.

As declarações surgem num momento em que a comunidade internacional acompanha com preocupação a evolução da repressão no Irão. Embora o próprio Trump tenha admitido sinais de abrandamento da violência, observadores no terreno indicam que os protestos parecem estar a perder força, em grande parte devido à forte presença das forças de segurança e ao bloqueio das comunicações imposto pelo Estado.

Durante a mesma sessão, o embaixador adjunto do Irão na ONU, Hossein Darzi, rejeitou as acusações dos Estados Unidos e acusou Washington de incentivar a instabilidade interna. Para o diplomata iraniano, o discurso norte-americano sobre direitos humanos serve apenas de pretexto para justificar uma eventual intervenção militar e promover a desestabilização política do país.

Entretanto, relatos de testemunhas em Teerão indicam uma diminuição visível das manifestações nos últimos dias. Já não se registam, segundo essas fontes, sinais de confrontos noturnos, barricadas ou disparos intensos que marcaram as semanas anteriores.

Apesar disso, organizações de direitos humanos continuam a divulgar números alarmantes. A Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, estima que pelo menos 2.677 pessoas tenham sido mortas desde o início da repressão, tornando este o episódio mais sangrento de contestação ao regime desde a Revolução Islâmica de 1979. Outras fontes internacionais admitem que o número real de vítimas possa ser muito superior, chegando a vários milhares.

Paralelamente, Washington anunciou novas sanções contra altos responsáveis iranianos acusados de ordenar ou incentivar a violência contra os manifestantes. Entre os visados está o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, apontado pelo Departamento do Tesouro dos EUA como uma das figuras centrais na decisão de recorrer à repressão armada.

O reforço das medidas punitivas não se limita aos Estados Unidos. O grupo das sete economias mais industrializadas (G7) e a União Europeia também admitem avançar com novas sanções. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que Bruxelas avalia mecanismos adicionais de pressão para forçar mudanças políticas no Irão.

Os protestos tiveram início no final de dezembro, motivados inicialmente pelo colapso do rial e pelo agravamento das condições económicas, mas rapidamente evoluíram para um amplo movimento de contestação ao regime, colocando o Irão no centro das atenções internacionais.

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