Luanda – O líder do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Francisco Teixeira, poderá vir a ser apresentado como cabeça-de-lista do Partido de Apoio para a Democracia e Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP) nas eleições gerais previstas para Agosto de 2027.
A possibilidade foi avançada esta segunda-feira, 12 de Janeiro, durante o acto de abertura do Ano Político 2026 do PADDA-AP, realizado no bairro Terra Nova, em Luanda. A cerimónia marcou igualmente uma nova fase estratégica do partido, que pretende afirmar uma ruptura com o passado, reforçando a aposta na juventude e alargando o seu espaço de actuação no campo da oposição, após a saída da coligação CASA-CE.
Durante o encontro, que serviu também para a apresentação de novos militantes e o anúncio de mudanças nas estruturas internas, o presidente do PADDA-AP, Alexandre Sebastião André (ASA), revelou que o partido deverá realizar o seu Congresso Ordinário no final de Março de 2026. Esse conclave poderá servir para apresentar Francisco Teixeira como um dos principais rostos do projecto político para o próximo ciclo eleitoral.
Embora os rumores sobre a possível indicação do líder estudantil como candidato de peso para o partido não tenham sido confirmados nem desmentidos, Alexandre Sebastião André admitiu que o nome de Francisco Teixeira consta entre as figuras mais fortes para liderar a aposta eleitoral do PADDA-AP.
No seu discurso, o dirigente partidário destacou que a orientação do partido está centrada na juventude e nos sectores sociais que defendem mudanças estruturais no país, afastando-se, no entanto, de soluções consideradas extremistas. Alexandre Sebastião André defendeu reformas graduais como caminho para a transformação política e social, sublinhando que processos revolucionários tendem a conduzir à violência.
O líder do PADDA-AP afirmou ainda que o objectivo da formação política é contribuir para que os cidadãos encontrem perspectivas de realização em Angola, contrariando a tendência crescente de emigração motivada pelo descontentamento com a governação.
No plano das alianças políticas, Alexandre Sebastião André não excluiu a possibilidade de integração do PADDA-AP na Frente Ampla pela Alternância, iniciativa impulsionada pela UNITA, afirmando que o partido está disponível para participar em plataformas de convergência da oposição.
De acordo com os estatutos do PADDA-AP, o Congresso Ordinário previsto para Março de 2026 deverá legitimar as alterações estratégicas anunciadas, respeitando o período de cinco anos estabelecido para a realização do órgão máximo da formação política.

