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Carta aberta critica postura de João Lourenço face a divergências internas no MPLA

by Marcelino Gimbi

O cidadão Hitler Samussuku dirigiu uma carta aberta ao Presidente da República e líder do MPLA, João Lourenço, na qual manifesta preocupação com o tom adotado pelo Chefe de Estado em recentes intervenções públicas relacionadas com o militante do partido Higino Carneiro.

No documento, o autor considera que algumas declarações presidenciais podem refletir aconselhamento inadequado ou uma interpretação excessivamente conflituosa da disputa política interna, alertando para o risco de se confundir liderança com intolerância. Samussuku recorda que João Lourenço acumula as funções de Presidente da República, Titular do Poder Executivo, Comandante-em-Chefe das Forças Armadas e Presidente do MPLA, o que, no seu entendimento, reforça não apenas os poderes, mas sobretudo as responsabilidades éticas associadas ao cargo.

Segundo a carta, a palavra de um Chefe de Estado tem impacto pedagógico e simbólico na sociedade, criando referências de comportamento e precedentes históricos. Nesse sentido, o autor defende que não é compatível com a dignidade do cargo a emissão de mensagens públicas, ainda que indiretas, dirigidas a um correligionário que exerceu o direito constitucional e estatutário de manifestar a intenção de concorrer à liderança partidária.

Ao longo do texto, Samussuku recorre a referências clássicas da filosofia política, como Aristóteles e Maquiavel, para sustentar que a verdadeira liderança se baseia na moderação, na prudência e no respeito, e não no medo ou na intimidação. Para o autor, governantes fortes não precisam desqualificar adversários, mas sim garantir que todos se submetam às mesmas regras da lei e do respeito mútuo.

A carta sublinha ainda valores associados às tradições africanas, nas quais os mais velhos são vistos como referências morais e éticas, sendo deles esperadas serenidade e sabedoria. O autor entende que a exposição pública de conflitos internos enfraquece essa autoridade simbólica e contribui para a erosão da confiança nas instituições políticas.

No que diz respeito ao MPLA, Samussuku lamenta o que considera ser a banalização de divergências internas nos meios de comunicação social e nas redes sociais, contrariando práticas históricas do partido de resolver disputas internamente. Para o signatário, essa exposição pública não fortalece o partido nem o Estado, antes alimenta a intolerância e a desconfiança dos cidadãos.

Defendendo a necessidade de maturidade política, o autor apela a uma cultura de respeito entre concorrentes e de elevação no debate público, sublinhando que Angola deve estar acima de interesses partidários ou pessoais. Na sua perspetiva, as futuras gerações avaliarão não apenas as obras materiais dos governantes, mas também o legado moral deixado ao país.

Na parte final do texto, Hitler Samussuku esclarece que não mantém qualquer relação pessoal ou política com Higino Carneiro e afirma publicamente o seu apoio ao líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, para as eleições de 2027. O autor sustenta que a motivação da carta reside num princípio cívico mais amplo, o repúdio àquilo que considera injustiça e perseguição política.

A carta termina com um apelo para que a mensagem seja entendida como um chamamento à reflexão e à ética na condução da vida pública, sublinhando que o poder é transitório, mas os valores permanecem na história.

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