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João Lourenço desvaloriza intenções de candidatura interna e pede respeito pelas regras do MPLA

by Marcelino Gimbi

Luanda – O presidente do MPLA considerou, no domingo, que as manifestações públicas de militantes interessados em disputar a liderança do partido representam apenas “distração” e não candidaturas formais, defendendo que o processo deve obedecer aos prazos e normas internas estabelecidas.

João Lourenço falava em Luanda, perante milhares de militantes, durante um comício que assinalou o 69.º aniversário do Movimento Popular de Libertação de Angola, partido que governa o país desde 1975. Na ocasião, rejeitou a ideia de que a organização seja fechada ou hostil à pluralidade de candidaturas.

O líder do MPLA sublinhou que, até ao momento, não existe qualquer candidatura oficial à presidência do partido, mas apenas declarações de intenção. Para João Lourenço, estas iniciativas têm gerado “barulho e confusão”, desviando o foco das prioridades políticas do partido, numa altura em que as próximas eleições ainda se encontram a cerca de um ano e meio de distância.

As declarações surgem na sequência do anúncio feito, em julho, pelo general na reserva Higino Carneiro, militante do MPLA, que manifestou publicamente a intenção de concorrer à liderança da organização no congresso previsto para 2026.

Segundo o presidente do partido, cartas e mensagens divulgadas nas redes sociais dirigidas à liderança não produzem qualquer efeito prático antes da abertura formal do período de candidaturas. João Lourenço afirmou que esses contactos são simplesmente arquivados, uma vez que não cabe ao presidente validar ou encaminhar manifestações antecipadas de interesse.

O também Presidente da República reiterou que o MPLA apresentará, no momento próprio, um único candidato ao Tribunal Constitucional, conforme determina a Constituição. Esclareceu, contudo, que isso não significa rejeição de múltiplas candidaturas no processo interno, mas sim o resultado final de uma decisão colectiva dos órgãos competentes do partido.

João Lourenço criticou ainda o que classificou como práticas desonestas de alguns militantes, acusando-os de promover campanhas junto dos jovens com informações que não correspondem à realidade, nomeadamente a ideia de que o futuro candidato já estaria escolhido pelos dirigentes mais antigos.

Para o líder do MPLA, esse tipo de atitude representa um risco de “anarquia” interna, prometendo combatê-la para preservar a disciplina e a coesão partidária. Defendeu que o partido deve escolher um candidato capaz de servir o país melhor do que o atual chefe de Estado, sublinhando que a sucessão deve garantir continuidade e melhoria da governação.

Numa metáfora, João Lourenço comparou a liderança do país a uma corrida de estafetas, em que o próximo dirigente deve receber o testemunho em melhores condições, com mais energia e preparação, de modo a assegurar a vitória eleitoral e uma governação eficaz em benefício dos angolanos.

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