Luanda – A indústria têxtil e de confecções foi apontada como um dos pilares da diversificação económica de Angola pelo actual presidente da AITECA – Associação da Indústria Têxtil e de Confecções de Angola, Luís Arménio Félix Contreiras, que oficializou a sua recandidatura à liderança da organização.
Sob o lema “Fortalecer as micro-oficinas é vestir Angola de oportunidades”, Contreiras destacou os avanços alcançados pela associação nos últimos dois anos, período em que a AITECA consolidou-se como uma voz activa e influente nas políticas económicas do país.
Entre os progressos registados, o responsável salientou a inclusão dos têxteis e confecções na lista de bens essenciais, beneficiando de instrumentos legais como o Decreto-Lei 213/23 e a Ordem de Serviço 004/2024, a conclusão do primeiro centro de formação industrial de vestuário no âmbito do PRODESCA, as negociações para linhas de crédito a juros acessíveis e a crescente presença da associação em fóruns de decisão económica.
Apesar dos avanços, Contreiras reconheceu os desafios que persistem no sector, como a escassez de matérias-primas, a burocracia no licenciamento de importações, o limitado acesso a crédito e as dificuldades enfrentadas por microprodutores para competir em condições justas.

Luís Contreiras anuncia recandidatura à presidência da AITECA com foco no fortalecimento das micro-oficinas
Para o triénio 2025-2027, a candidatura do dirigente prevê a desburocratização do processo de importação de matérias-primas, a criação da COPITEC – uma cooperativa de apoio técnico e operacional para micro e pequenas empresas –, a expansão da formação profissional e o reforço de mecanismos de crédito e compras colectivas para reduzir custos de produção.
Outras prioridades incluem a consolidação de conglomerados produtivos capazes de responder a grandes encomendas e a intensificação da participação de Angola em feiras e eventos de moda internacionais.
“O futuro da indústria têxtil e de confecções de Angola depende da nossa coragem e da nossa unidade. Os projectos estão em marcha e os resultados são visíveis. É hora de consolidar conquistas e ampliar o impacto, para que o sector seja um verdadeiro motor de desenvolvimento, emprego e orgulho nacional”, afirmou Contreiras.
Com a recandidatura, a AITECA reafirma o compromisso de organizar, fortalecer e projectar a indústria têxtil como um eixo estratégico para o crescimento económico sustentável do país.

