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Logística é fator decisivo para o sucesso de projetos em Moçambique, defende CEO da Manica Terminais

Durante a 10ª Edição da Cimeira & Exposição de Gás & Energia, Fernando Couto alertou para a importância de infraestrutura adequada para viabilizar empreendimentos no país.

by Marcelino Gimbi

Maputo – O CEO da Manica Moçambique Terminais, Fernando Couto, destacou a logística como um dos principais fatores a serem considerados para o sucesso de grandes projetos em Moçambique. A afirmação foi feita durante o painel sobre logística e área portuária, realizado no âmbito da 10ª Edição da Cimeira & Exposição de Gás & Energia, que decorre de 22 a 24 de setembro.

By: Arson Armindo

Couto alertou que, em muitos casos, projetos fracassam justamente por não levarem em consideração a logística desde o início. “Há casos evidentes de sucesso que consideraram a logística como elemento estratégico. Por outro lado, temos exemplos de fracasso, como o da plantação de eucaliptos na Zambézia, onde as árvores já atingiram grande porte, mas não se consegue exportá-las devido à ausência de soluções logísticas viáveis”, afirmou.

Infraestrutura insuficiente

De acordo com o executivo, a situação atual das estradas e ferrovias do país ainda representa um desafio significativo. “As estradas, como a EN1, estão em más condições e levarão tempo até serem reabilitadas de forma adequada. Os caminhos de ferro, por sua vez, foram historicamente construídos para conectar Moçambique aos países do hinterland, sem priorizar ligações internas”, explicou.

Couto salientou que, embora Moçambique conte com importantes vias marítimas, estas beneficiam apenas projetos localizados próximos às zonas costeiras. “Para quem pretende investir no Niassa, por exemplo, os desafios logísticos aumentam significativamente, devido à distância dos portos de Pemba ou Nacala”, frisou.

Capacidade portuária existe, mas há lacunas

O representante da Manica Terminais também abordou a situação dos portos no país. Segundo ele, Moçambique possui portos suficientes para atender à atual demanda de carga, mas ainda carece de equipamentos portuários modernos e eficientes.

“O Porto de Maputo passará por uma grande renovação e ampliação. O Porto da Beira, por sua vez, enfrenta congestionamentos frequentes. Há discussões sobre a construção do Porto de Savane para aliviar essa pressão, bem como o antigo plano para o Porto de Macuze, cuja viabilidade ainda levanta dúvidas”, comentou.

Couto destacou ainda que os portos de Nacala e Pemba apresentam capacidade instalada para responder às necessidades logísticas de novos empreendimentos. “Estamos prontos para dar resposta a qualquer tipo de projeto, seja de petróleo, gás ou outros sectores. A estrutura básica existe. No entanto, a questão portuária para o gás, por exemplo, exige embarcações de grande porte que muitas vezes não estão disponíveis nos portos convencionais”, concluiu.

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