O activista social Pedro Mateus Manuel publicou neste domingo 21 de setembro, uma carta aberta dirigida à governadora provincial do Cunene, onde critica duramente a atual gestão e denuncia situações que considera ser reflexo de um “abandono provincial preocupante”.
By. DIÁRIO INDEPENDENTE
No documento, Pedro invoca o direito constitucional de participação e fiscalização da vida pública, previsto no artigo 52.º da Constituição da República de Angola (CRA/2022), para justificar o seu posicionamento.
Problemas levantados
O activista social aponta falhas no fornecimento de água potável, no combate ao contrabando de combustível cujo litro chega a custar 1.000 kwanzas na chamada kandonga, tendo feisado o surgimento nos últimos dias de drogas pesadas alegadamente entre jovens assim como a existência de escolas sem condições, que ficam próximo do próximo do próprio Governo Provincial.
Além disso, critica a gestão de obras públicas e acusa a administração de falta de transparência nos gastos, afirmando que apenas a pressão popular levou à afixação de placas informativas sobre determinadas empreitadas.
Chamado à responsabilidade
Pedro questiona a atuação dos assessores da governadora, que, segundo ele, expõem a dirigente a constrangimentos, e alerta para a ausência de medidas de mitigação dos problemas que afetam diretamente a população.
“O governo provincial não pode transmitir a sensação de que só age como quer e quando quer. O poder não se economiza: ou se exerce com firmeza e responsabilidade, ou se perde”, escreveu o activista.
A carta aberta presente nas redes redes sociais, onde vários cidadãos partilham preocupações semelhantes, não mereceu resposta oficial do governo provincial às denúncias apresentadas.

