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Chapo no Ruanda em busca de renegociação do apoio militar em Cabo Delgado

by Marcelino Gimbi

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, encontra-se em visita oficial ao Ruanda, num momento em que a violência em Cabo Delgado volta a agravar-se e a levantar dúvidas sobre a eficácia da presença de forças estrangeiras na província. Analistas acreditam que a deslocação tem como objetivo renegociar os termos da cooperação militar com Kigali.

As tropas ruandesas, enviadas em 2021 para apoiar o combate à insurgência, têm estado menos visíveis nos últimos meses. Segundo a revista *Africa Intelligence*, essa ausência poderá estar relacionada com atrasos de Maputo nos pagamentos, estimados entre dois a quatro milhões de dólares mensais. O especialista em direito internacional, Andre Thomashausen, confirma que houve falhas prolongadas nos compromissos financeiros, embora Moçambique tenha, entretanto, retomado parte dos pagamentos.

A situação levanta críticas quanto à falta de transparência. Apesar de a União Europeia financiar parte da operação, investigadores apontam que companhias ligadas ao setor do gás, como a TotalEnergies, canalizam recursos para as forças de segurança através dos ministérios do Interior e da Defesa, incluindo fundos destinados ao contingente ruandês.

A visita de Chapo a Kigali acontece ainda num contexto em que os ataques ultrapassam os limites de Cabo Delgado e atingem províncias como Nampula, Zambézia e Tete. Especialistas admitem que o Presidente Paul Kagame possa exigir de Moçambique não apenas maior compromisso militar, mas também compensações alternativas, como acesso a recursos estratégicos ou gestão de infraestruturas portuárias.

Para o analista Rufino Sitói, a dependência excessiva de tropas estrangeiras é um risco: “Não se pode confiar apenas em forças externas. O acordo com Kigali foi conduzido de forma sigilosa entre os presidentes Nyusi e Kagame, sem aprovação parlamentar, e isso fragiliza a sua legitimidade”, alerta.

A deslocação de Daniel Chapo poderá, assim, definir o futuro da cooperação com o Ruanda e revelar se o novo chefe de Estado pretende corrigir a forma como o seu antecessor geriu o dossiê Cabo Delgado.

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