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Mulher disse ao marido que ia ao McDonald’s com as filhas mas acabou por matá-las

Mulher ateou fogo ao carro em que estava com as menores. Pai fez relato do sucedido em tribunal.

Disse ao marido que ia levar as duas filhas ao McDonald’s. Conduziu o carro e seguiu viagem. Nunca mais regressou. O caso aconteceu na Austrália e, mesmo dois anos após o sucedido, continua a chocar muitas pessoas.

O assunto voltou a ser tema de destaque na terça-feira, depois de James Palakamannil, viúvo e pai das meninas, ter relatado em tribunal os últimos momentos da vida das vítimas.

“Ver o caixão com todas as tuas pessoas preferidas muda a tua vida”, disse.

Jasmine Thomas, mãe de duas crianças e mulher de James, conduziu com as filhas no carro, para uma área remota e pegou fogo à viatura, provocando a sua morte e a das menores.

“Nunca mais serei o mesmo. Nunca mais poderei tocar, ver ou senti-las. Elas vão permanecer como imagens numa ecrã.” James recorda a emoção da filha mais nova, Carolyn, de três anos, quando o pai chegava a casa do trabalho.

Evlyn, de seis anos, era quem “vestia as calças”, relata o progenitor.

Jasmine sofria de depressão pós-parto e terá ficado paranoica com a pandemia da Covid-19.

A noite do crime

Na noite de 24 de março de 2022, relata James, o homem tinha regressado a casa e encontrou as filhas a brincar no telemóvel e a muher deitada na cama.

Pouco tempo depois, a mãe das crianças disse que ia levá-las ao McDonald’s. Contudo, imagens de videovigilância mostram que Jasmine foi a uma estação de serviço nas redondezas para comprar um jerricã.

O carro chegaria ainda a um McDonald’s, onde as três estiveram até às 19h30. Menos de 10 minutos depois, a mulher conduziu para um descampado, onde cobriu o carro com combustível e ateou fogo – com ela e as duas crianças dentro da viatura.

Os serviços de emergência, alertados por um popular que viu o fogo, foram ao local e conseguiram controlar as chamas em 15 minutos. Jasmine, Evlyn e Carolyn morreram carbonizadas.

Emigrantes indianos na Austrália

Os dois indianos casaram-se em 2012, no país natal de ambos, num matrimónio arranjado através de uma plataforma online.

James diz que a guerra no Golfo motivou-o a ensinar a filha mais velha a ser boa pessoa.

“Vi-a a dar os primeiros passos, dizer as primeiras palavras. Dizia-lhe palavras inspiradoras antes de ela ir dormir… sobre a fome, a guerra, crianças sem comida e alterações climáticas”, acrescenta o pai.

A mãe trabalhou como enfermeira num hospital australiano, antes de se demitir inesperadamente. Chegou a dizer à família que estava com problemas no casamento.

Um oficial das autoridades locais revelou que a mulher tentou contactar várias linhas de apoio para a depressão pós-parto.

“A minha esposa tentou tanto quanto conseguiu. Eu desejava que ela tivesse procurado ajuda com os seus problemas. Ela tinha dificuldades em fazer amigos e interagir com pessoas. Quando já não aguentou mais levou consigo os bens mais preciosos da minha vida.”