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FMI revê em baixa previsões de crescimento da Zona Euro para 0,9% em 2024

Economia da Zona Euro sofreu impactos da guerra na Ucrânia, mas começa a recuperar impulsionada pelo consumo das famílias, projeta o FMI. PIB mundial deverá voltar a crescer 3,1%.

 

OFundo Monetário Internacional (FMI) está mais pessimista quanto à evolução económica da Zona Euro, revendo em baixa as previsões de crescimento para 0,9% em 2024 e 1,7% em 2025. O crescimento será comedido em algumas das principais economias europeias, sendo que a Alemanha deverá crescer apenas 0,5%, segundo projeta o FMI.

Já a economia mundial deverá crescer 3,1% este ano, o mesmo ritmo do ano passado, num contexto em que a inflação está a cair mais rápido do que o esperado.

A revisão em baixa para a Zona Euro deveu-se “em grande parte” ao “resultado mais fraco do que o esperado para 2023”, que dá menos impulso à atividade económica, lê-se na atualização ao World Economic Outlook. O FMI estima agora que o crescimento “deverá recuperar da baixa taxa de cerca de 0,5% em 2023, que refletiu uma exposição relativamente elevada à guerra na Ucrânia, para 0,9% em 2024 e 1,7% em 2025”.

“O consumo mais forte das famílias, à medida que os efeitos do choque energético nos preços diminuem e a inflação cai, apoiando o crescimento do rendimento real, deverá impulsionar a recuperação“, explica a instituição.

Olhando para os países da Zona Euro para os quais há previsões, sobressai-se a Alemanha. Outrora conhecida como o “motor” da economia europeia, está ainda a recuperar dos impactos da guerra na Ucrânia e da subida dos preços na energia, pelo que as estimativas do FMI foram revistas em baixa para um crescimento de 0,5% em 2024, após uma contração de 0,3% no ano passado.

Já França deverá crescer 0,7% tanto em 2023 como em 2024, enquanto a economia espanhola vai abrandar de 2,4% para 1,5% este ano, segundo as previsões do FMI.

Num contexto geral, a instituição prevê que a economia mundial cresça 3,1% tanto em 2023 como em 2024. Em comparação com as previsões de outubro de 2023, “a previsão para 2024 é cerca de 0,2 pontos percentuais mais alta, refletindo atualizações para a China, os Estados Unidos e grandes mercados emergentes e economias em desenvolvimento”. Já o crescimento das economias desenvolvidas deve abrandar de 1,6% em 2023 para 1,5% este ano.

O FMI prevê que, de forma global, a inflação caia de forma estável para se aproximar da meta dos 2%. A taxa global abranda de 6,8% para 5,8% este ano, sendo que as economias desenvolvidas devem ver desinflação mais rápida: cai dois pontos percentuais em 2024 para 2,6%. Mesmo assim, cerca de 80% das economias do mundo vão registar uma inflação mais baixa este ano.

Os fatores que impulsionam a descida da inflação “diferem consoante o país, mas geralmente refletem uma inflação subjacente mais baixa em resultado de políticas monetárias ainda restritivas, de um abrandamento relacionado nos mercados laborais e efeitos de repercussão de quedas anteriores e em curso nos preços relativos da energia”.

Existe, ainda assim, alguma incerteza em relação à evolução dos preços, que apresenta tanto riscos negativos como positivos. Por um lado, uma desinflação mais rápida poderia levar a uma flexibilização das condições financeiras, sendo que “uma política orçamental mais solta do que o necessário e do que o assumido nas projeções poderá implicar um crescimento temporariamente mais elevado, mas sob o risco de um ajuste mais oneroso posteriormente”.

Por outro lado, “novos picos nos preços das matérias-primas devido a choques geopolíticos – incluindo a continuação de ataques no Mar Vermelho – e interrupções no fornecimento ou uma inflação subjacente mais persistente podem prolongar o aperto das condições monetárias”.