O Governo moçambicano investiu cerca de 430 mil dólares na realização do recenseamento piloto que servirá para testar os procedimentos, metodologias e tecnologias a utilizar no primeiro Censo Populacional e Habitacional digital, previsto para 2027.
A informação foi avançada pela presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Moçambique, Elisa Magaua, durante o lançamento da fase piloto do projeto, no distrito de Magude, província de Maputo.
Segundo a responsável, o investimento contemplou despesas com logística, transporte, alojamento, alimentação e formação das equipas envolvidas na operação, sublinhando que os custos são justificados pela importância do projeto na preparação do recenseamento nacional.
O exercício-piloto decorre em 177 áreas de enumeração, distribuídas pelos cinco postos administrativos do distrito de Magude, selecionado por reunir características geográficas e operacionais representativas de diferentes regiões do país.
A operação mobiliza 177 recenseadores e 38 controladores, integrando um total de 260 participantes que receberam formação intensiva durante uma semana. De acordo com Elisa Magaua, apenas os candidatos com melhor desempenho nas avaliações realizadas durante a formação foram selecionados para participar no teste.
O recenseamento piloto permitirá ao Governo avaliar o funcionamento das ferramentas digitais, identificar eventuais constrangimentos operacionais e aperfeiçoar os procedimentos antes da realização do Censo Populacional e Habitacional de 2027, que marcará a transição de Moçambique para um sistema de recolha de dados totalmente digital.

