A construção de parcerias entre o sector privado e as organizações da sociedade civil foi apontada como um dos factores determinantes para o sucesso dos investimentos sustentáveis em Moçambique durante o primeiro painel da II Edição do Fórum de Negócios Global Gateway Moçambique–União Europeia, que decorre em Maputo.
Sob o lema “Sociedade Civil e Empresas, uma Parceria de Impacto”, o debate evidenciou que a colaboração entre estes actores vai além da responsabilidade social corporativa, constituindo um elemento estratégico para assegurar a implementação eficaz de projectos, reduzir riscos operacionais e fortalecer a confiança das comunidades beneficiárias.
Os participantes defenderam que o envolvimento da sociedade civil ao longo de todo o ciclo dos investimentos contribui para aumentar a transparência, a responsabilização e a sustentabilidade das iniciativas, criando condições para uma maior aceitação local e para resultados económicos duradouros
A discussão enquadrou-se na Estratégia Global Gateway da União Europeia, um programa que procura mobilizar investimento público e privado para promover o desenvolvimento através de infra-estruturas e projectos de elevado impacto. Em Moçambique, as prioridades incluem sectores considerados estruturantes para o crescimento económico, como energia, clima, digitalização, educação e transportes.
Para o tecido empresarial, a mensagem central do painel foi clara: modelos de negócio que integrem comunidades, organizações da sociedade civil e parceiros institucionais tendem a gerar maior legitimidade, minimizar conflitos e criar um ambiente mais favorável ao investimento de longo prazo.
A II Edição do Fórum de Negócios Global Gateway Moçambique–União Europeia reúne representantes governamentais, empresários, instituições financeiras e parceiros de desenvolvimento para discutir oportunidades de cooperação económica e mecanismos de financiamento capazes de acelerar o desenvolvimento sustentável do país. A sessão inaugural foi presidida pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo. Participaram do painel Pedro Couto, Direção da CTA, Alima Hussein sauji.

