O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza esta segunda-feira uma reunião de emergência para analisar a deterioração da situação no Líbano, na sequência da intensificação das operações militares israelitas no sul do território libanês.
A sessão foi solicitada pela França, que manifestou preocupação com os mais recentes desenvolvimentos do conflito, nomeadamente após as forças de Israel terem assumido o controlo da histórica fortaleza de Fortaleza de Beaufort, considerada um ponto estratégico na região.
Segundo fontes diplomáticas, o encontro ocorrerá num momento de crescente tensão regional, apesar do cessar-fogo estabelecido em abril. A ofensiva israelita tem incluído operações terrestres e ataques aéreos dirigidos contra posições do Hezbollah.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, criticou a continuação das ações militares, defendendo que o avanço das tropas israelitas para áreas mais profundas do território libanês não encontra justificação e pode comprometer os esforços diplomáticos para estabilizar a região.
Por seu lado, o Governo israelita confirmou que as suas forças ultrapassaram o rio Litani e expandiram as operações militares para cerca de 30 quilómetros além da fronteira. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que a estratégia visa neutralizar a capacidade operacional do Hezbollah e reforçar a segurança das comunidades israelitas localizadas junto à fronteira norte.
A tomada da Fortaleza de Beaufort é considerada a mais significativa incursão militar israelita em território libanês dos últimos vinte anos e representa um novo marco na escalada do conflito.
As hostilidades intensificaram-se nos últimos meses num cenário de crescente rivalidade envolvendo Israel, os Estados Unidos e o Irão. De acordo com dados divulgados pelas autoridades libanesas, os confrontos já provocaram milhares de vítimas mortais e forçaram mais de um milhão de pessoas a abandonar as suas casas.
A comunidade internacional acompanha com preocupação a evolução da situação, temendo que a crise se transforme num conflito regional de maiores dimensões, com consequências humanitárias e de segurança para todo o Médio Oriente.

