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Operadores de safári defendem valorização da fauna e soluções concretas para o setor

by Marcelino Gimbi

Maputo — O Presidente da Associação Moçambicana de Operadores de Safáris, Adamo Valy, apelou à adoção de medidas estruturantes para o fortalecimento da economia da vida selvagem em Moçambique, defendendo maior valorização da fauna e a definição de um plano de ação concreto para o setor.

By: Arson Armando

Falando durante a sessão de abertura da Conferência sobre Economia da Vida Selvagem, Desenvolvimento Sustentável e Segurança Alimentar, evento presidido pelo Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, Valy destacou a importância do diálogo direto entre o Governo e os operadores.

Num discurso marcado por tom pragmático, o dirigente sublinhou que a presença do ministro ao longo de toda a sessão representa uma oportunidade estratégica para expor os desafios e as potencialidades da atividade. “Era fundamental que o ministro pudesse ouvir diretamente dos operadores a realidade do setor e o impacto que esta economia tem nas comunidades e nos países da região”, afirmou.

Segundo explicou, a atividade de safári decorre maioritariamente em zonas remotas, onde o nível de desenvolvimento é reduzido e a presença do Estado, por vezes, limitada. Nesses contextos, os operadores assumem um papel determinante no apoio às comunidades locais, contribuindo significativamente para a dinamização da economia.

Valy defendeu que o setor possui um potencial ainda por explorar e que encontros desta natureza devem produzir resultados tangíveis. “Mais do que declarações finais, precisamos sair daqui com um plano de ação claro, que indique caminhos concretos para o futuro”, frisou.

O responsável aproveitou igualmente a ocasião para reconhecer o papel da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e do Secretariado de Estado do Ambiente, destacando a abertura institucional e a colaboração no tratamento das preocupações dos operadores.

Entre os temas estruturais levantados, destacou a necessidade de transformar a terra num ativo de investimento, um debate antigo que, segundo referiu, deve ser retomado com urgência, não apenas para o setor do turismo de safári, mas também para outras áreas como a agricultura.

Outro ponto central da intervenção foi a valorização da fauna nas áreas concessionadas. Valy explicou que os operadores investem na proteção, gestão e crescimento das populações animais, mas os benefícios diretos desse aumento continuam limitados. Como proposta, sugeriu a criação de mecanismos que permitam aos operadores beneficiar parcialmente desse crescimento, incentivando assim o investimento contínuo.

“O verdadeiro valor que criamos não se resume às taxas pagas ao Estado, mas sim ao aumento efetivo da fauna, que permanece como património nacional”, sublinhou.

O dirigente alertou ainda para o desafio emergente da sobrecarga de fauna em algumas áreas de conservação, onde a capacidade de suporte já foi ultrapassada. Para responder a este cenário, defendeu a criação de diretivas técnicas que orientem a gestão sustentável desses espaços, tanto em áreas públicas como privadas.

A conferência reuniu diversos intervenientes do setor, incluindo representantes governamentais, operadores e especialistas, com o objetivo de identificar soluções que reforcem o papel da economia da vida selvagem no desenvolvimento sustentável e na segurança alimentar em Moçambique.

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