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Empreiteiros denunciam falta de avanços nas investigações ao projecto Move Maputo

by Marcelino Gimbi

A Federação Moçambicana de Empreiteiros acusou a unidade investigativa do Banco Mundial de falta de progressos na análise das denúncias de irregularidades relacionadas com o projecto Move Maputo.

Em conferência de imprensa realizada na Maputo, o presidente da federação, Bento Machaila, manifestou preocupação com a ausência de respostas concretas por parte das entidades envolvidas, alertando para os riscos que o silêncio institucional pode representar no combate à corrupção no setor das obras públicas.

Lançado em 2021, o projecto Move Maputo tem como objetivo melhorar a mobilidade urbana na área metropolitana da capital moçambicana. No entanto, várias infraestruturas recentemente construídas apresentam sinais de degradação, agravados pelas chuvas, que evidenciaram falhas no sistema de drenagem e na qualidade das obras.

A federação recorda que, em janeiro de 2024, submeteu denúncias formais ao braço investigativo do Banco Mundial e à Procuradoria-Geral da República, apontando indícios de irregularidades na contratação da empresa China Jiangxi International Economic and Technical Cooperation Co. Ltd..

Segundo Bento Machaila, apesar de a organização ter colaborado com as investigações e respeitado pedidos de confidencialidade, não houve qualquer retorno substancial ao longo de mais de sete meses após o último contacto com a equipa investigativa, nem cerca de dois anos após a denúncia inicial.

A FME considera inaceitável a posição recente da entidade investigativa, que alegadamente recusou partilhar informações com a federação, classificando-a como “terceiro” no processo. “A federação é a denunciante e deve ser esclarecida”, afirmou Machaila, criticando o que entende ser falta de transparência e desrespeito institucional.

A organização lamentou igualmente a ausência de respostas por parte da Procuradoria-Geral da República, cujo último contacto remonta a abril de 2025, sem divulgação de conclusões.

Entretanto, os empreiteiros alertam que a população continua a sofrer os efeitos de obras de baixa qualidade, sobretudo após as chuvas, que expuseram problemas estruturais nas vias e no escoamento de águas.

A federação reforça que não assinou qualquer acordo formal que a impeça de abordar o caso publicamente, sublinhando que o silêncio mantido até agora foi um gesto de boa-fé. Exige, por isso, esclarecimentos sobre o estado das investigações, a eventual confirmação das irregularidades e as medidas a serem adotadas contra os responsáveis.

Por fim, a FME reafirma o seu compromisso com a transparência na contratação pública e com a correta aplicação dos fundos, apelando a uma resposta clara tanto do Banco Mundial como das autoridades moçambicanas.

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