A recente subida dos preços dos combustíveis em Angola — agora fixados em 400 kwanzas para o gasóleo e 300 kwanzas para a gasolina — tem gerado forte descontentamento entre a população. Nos últimos dias, esse desagrado resultou numa paralisação geral dos taxistas em Luanda, afetando gravemente o transporte público na capital.
Zonas como Golf 2, Estalagem, Escongolenses, FTU e Zango ficaram praticamente sem meios de transporte, deixando milhares de cidadãos sem alternativa para chegar aos seus locais de trabalho. Alguns tentaram recorrer a viaturas particulares, mas houve relatos de impedimento por parte da população, sob a acusação de que estariam a operar como táxis ilegais.
A Polícia Nacional confirmou que foram registados atos de vandalismo em algumas vias da cidade durante a paralisação. Para conter possíveis distúrbios, as autoridades usaram gás lacrimogéneo para dispersar ajuntamentos e evitar o agravamento da situação. A corporação assegura que estão a ser tomadas medidas para garantir a segurança e restaurar a normalidade.
Até o momento, não há registo oficial de feridos ou prejuízos materiais. Os profissionais do setor de táxi anunciaram a intenção de manter a greve por, pelo menos, três dias, como forma de protesto contra o aumento do preço dos combustíveis.

