A medida consta de um acordo assinado recentemente entre os dois países, estando previsto acolhimento do primeiro grupo ainda este mês de Abril, que serão acomodados em recintos pré-identificados nos arrabaldes de Kinshasa, a mega-metrópole e capital da RDC.
A RDC alega que a operação é custeada integralmente pelos Estados Unidos. A sociedade civil, porém, alega que este acordo é pouco transparente.
As autoridades do antigo Congo belga garantem que cada dossier será submetido a um exame individual, sem nenhuma autorização de transferência automática de repatriados.
Timothée Mbuya da ONG Justicia ASBL, considera, em declarações à RFI, de pouco transparente.
“Nem a população da RDC nem os deputados nacionais, nem os senadores foram informados do caso. Também não houve debate público em torno destes acordos. A RDC não é um depósito para acolher indivíduos ou pessoas repatriadas de países onde não podem ser recebidas. O nosso país não dispõe de infra-estruturas suficientes para acolher este tipo de pessoas, contrariamente aos Estados Unidos da América”, criticou.
De realçar que os deslocados internos no cifram-se em cerca de seis milhões de pessoas.
Os Estados Unidos e a República democrática do Congo têm rubricado uma série de acordos na área económica.
Segundo a RFI, o acordo prevê acesso a minérios contra segurança ou na área da saúde contempla um envelope de 900 milhões de dólares norte-americanos.

