Foi reinaugurado neste sábado 4 de Abril, feriado do dia da Paz e da Reconciliação Nacional, o emblemático Navio Zaire, localizado na ponta da Restinga do Lobito, pelo Governador da província de Benguela, Manuel Nunes Júnior, numa iniciativa patrocinada pelo Porto do Lobito.
A cerimónia contou com a presença de várias entidades, nomeadamente o administrador municipal do Lobito, Carlos Pacatolo, os presidentes dos Conselhos de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, e do Caminho‑de‑Ferro de Benguela (CFB), António Cabral, representantes da WHED, administradores executivos e não executivos do Porto do Lobito, empresários, representantes das forças de defesa e segurança, autoridades tradicionais (sobas e regedores) e outras individualidades ligadas ao desenvolvimento económico e cultural da província.
Considerado um dos grandes símbolos históricos da cidade do Lobito, o Navio Zaire foi alvo de obras de reabilitação que lhe conferem um novo dinamismo cultural e turístico. A infra‑estrutura dispõe agora de telas interactivas, peças culturais representativas da diversidade angolana e uma sala de projecção documental sobre os principais marcos da história do país desde 1961. Foi ainda criada uma zona de lazer com vista panorâmica para o mar, reforçando o potencial turístico da Restinga.
O projecto, orçado em cerca de 170 milhões de kwanzas, contou com a participação do Porto do Lobito, que assegurou 25 por cento do financiamento – um investimento que alia a valorização do património à visão de um Angola cada vez mais conectado e em movimento.
Na ocasião, o governador Manuel Nunes Júnior destacou que a reinauguração cria melhores condições para a recepção de turistas nacionais e estrangeiros, contribuindo para a valorização do património histórico e cultural da região. O governante sublinhou ainda que a recuperação do Navio Zaire representa “um ganho significativo no quadro da consolidação da paz, ao resgatar a memória colectiva e reforçar os valores de unidade, reconciliação e identidade nacional”, acrescentando que infra‑estruturas desta natureza desempenham um papel relevante na educação das novas gerações.
Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, afirmou que a iniciativa se enquadra na estratégia de tornar a cidade mais atractiva, potenciando a sua vocação ferro‑portuária. Segundo o responsável, o equipamento permitirá aos visitantes conhecer melhor a história de Angola, constituindo mais um ganho na promoção da cultura nacional e na consolidação da paz.
O Navio Zaire, que ao longo dos anos se tornou um ponto de referência na paisagem da Restinga, carrega uma forte carga simbólica ligada à história marítima e portuária de Angola. A sua reabilitação surge, assim, como um passo significativo na valorização do património nacional, alinhado com os esforços de desenvolvimento sustentável e promoção do turismo cultural no país – e em perfeita sintonia com os 50 anos em movimento, celebrando meio século de independência, paz e reconciliação.

