Vários países mediadores intensificaram os esforços diplomáticos para aproximar os Estados Unidos e o Irão, defendendo a realização de um encontro entre as partes até ao final da semana, numa tentativa de travar a escalada do conflito no Médio Oriente.
De acordo com fontes internacionais, Turquia, Egito e Paquistão estão a liderar os esforços de mediação, com a possibilidade de uma reunião decorrer em Islamabad. Apesar da pressão diplomática, persistem divergências significativas entre Washington e Teerão quanto a um eventual acordo.
Espanha critica guerra e alerta para consequências globais
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, classificou o atual conflito como um “desastre absoluto”, alertando que a situação poderá ser ainda mais grave do que a guerra do Iraque em 2003.
O líder espanhol condenou a intervenção militar dos Estados Unidos e de Israel, considerando-a ilegal e sem base legítima. Segundo Sánchez, o conflito poderá ter consequências globais profundas, incluindo instabilidade política, crises migratórias e impactos económicos severos.
O governante destacou ainda que o Irão possui maior capacidade militar e económica do que o Iraque à época, o que agrava o risco de uma escalada com efeitos à escala mundial.
China apela ao diálogo e reforça apoio a iniciativas de paz
A China defendeu a necessidade de privilegiar a via diplomática, afirmando que negociações são essenciais para reduzir tensões no conflito. O governo chinês declarou apoio a todas as iniciativas internacionais que promovam o diálogo e a estabilidade.
Autoridades chinesas alertaram ainda para os impactos da guerra na segurança energética global, nas cadeias de abastecimento e no comércio internacional, manifestando disponibilidade para cooperar com a comunidade internacional.
Agência Internacional de Energia admite novas medidas para estabilizar mercado
A Agência Internacional de Energia indicou estar preparada para libertar mais reservas estratégicas de petróleo, caso a situação se agrave. O objetivo é minimizar os efeitos da crise energética provocada pelo conflito.
A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz continua a pressionar os mercados, tendo já levado a uma libertação histórica de reservas por parte dos países membros da organização.
Irão nega negociações e alerta para preços elevados do petróleo
O Irão rejeitou as declarações do Presidente norte-americano Donald Trump sobre eventuais negociações, classificando-as como falsas. Autoridades iranianas afirmam que não existem conversações diretas e garantem que os preços do petróleo deverão manter-se elevados enquanto persistir a instabilidade.
Teerão reforçou ainda que continuará a exercer controlo estratégico sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo.
Conflito prolongado aumenta riscos económicos e sociais na Ásia-Pacífico
A agência de notação financeira Fitch Ratings alertou para o risco crescente de tensões sociais na região da Ásia-Pacífico, devido ao aumento do custo de vida provocado pela crise energética.
O encarecimento do gás natural e dos fertilizantes poderá afetar a produção alimentar e agravar a inflação, sobretudo em países mais dependentes de importações energéticas.
Taiwan garante abastecimento energético temporariamente estável
O governo de Taiwan assegurou que o fornecimento de gás natural está garantido até junho, apesar das incertezas globais. As autoridades destacam a diversificação das fontes de importação como fator essencial para manter a estabilidade no curto prazo.
Ainda assim, o país reconhece a vulnerabilidade a eventuais perturbações prolongadas no fornecimento energético internacional.
O conflito no Médio Oriente entra numa fase crítica, com intensificação militar, pressões diplomáticas e impactos crescentes na economia global, aumentando a urgência de uma solução negociada.
Fone: Negócios

