LUANDA (22/03/2026) – O bispo Dom António Jaka apelou, neste domingo, 22 de Março, aos jornalistas e comunicadores angolanos a reforçarem o compromisso com a ética, a verdade e a solidariedade no exercício da profissão. A exortação foi feita durante a missa de encerramento do Jubileu dos Jornalistas, realizada no contexto da preparação espiritual para a visita do Papa a Angola.
Na homilia, integrada nas celebrações do quinto domingo da Quaresma, o prelado recordou que este período litúrgico representa um tempo de conversão e renovação interior, marcado pela escuta da Palavra de Deus, pela penitência e pela prática de gestos concretos de fraternidade. Segundo afirmou, os profissionais da comunicação social são chamados a viver este tempo com especial responsabilidade, tendo em conta o impacto das suas mensagens na sociedade.
Dirigindo-se aos jornalistas presentes e aos que acompanharam a celebração através da Televisão Pública de Angola, da Rádio Ecclesia e de outros órgãos, Dom António Jaka sublinhou que a comunicação pode ser instrumento de construção ou de destruição. Defendeu, por isso, a necessidade de evitar discursos ofensivos, conteúdos que promovam o ódio ou a divisão, e práticas que fragilizem a convivência social.
Inspirando-se no episódio bíblico da ressurreição de Lázaro, o bispo comparou a condição do homem ainda envolto em faixas à realidade de muitos comunicadores que, por diferentes circunstâncias, se sentem limitados na missão de informar com verdade. Para o responsável católico, cabe aos jornalistas “desatar as amarras” que impedem a liberdade de expressão responsável e contribuir para o fortalecimento da cidadania e do bem comum.
Durante a celebração, o prelado destacou ainda a importância da compaixão e da solidariedade como valores fundamentais para o exercício da comunicação social, defendendo que a palavra deve servir para libertar, educar e promover a dignidade da pessoa humana.
No entanto, o encerramento do Jubileu dos Jornalistas marcou o culminar de um conjunto de actividades formativas destinadas aos profissionais da comunicação social angolanos, reforçando a necessidade de uma imprensa comprometida com a verdade, a justiça social e a construção de uma sociedade mais harmoniosa.

