SLOT GACOR
Início » Francisco Teixeira lança Movimento Social para Mudança: “Não vamos lutar na rua, vamos meter ordem no país”

Francisco Teixeira lança Movimento Social para Mudança: “Não vamos lutar na rua, vamos meter ordem no país”

by ETHO NKUNGA

LUANDA (12/03/2026)  – Francisco Teixeira, figura central do novo Movimento Social para Mudança (MSM), apresentou publicamente as linhas mestras da organização que promete agitar o xadrez político angolano. Num discurso marcado pela frontalidade, Teixeira posicionou o movimento como uma alternativa disciplinada e estratégica, distanciando-se do ativismo de rua convencional para focar na “ordem” e na “política de resultados”.

Do “Pelado” ao “Girabola”: A Profissionalização da Luta

Utilizando uma metáfora desportiva, Teixeira explicou a transição do grupo de jovens que lidera. “Éramos jovens que jogavam só na rua, no pelado. Agora vamos jogar no Girabola. Estamos a organizar-nos para estar disciplinados e organizados”, afirmou. O líder assegurou que o movimento já tem presença em todas as províncias do país e que, doravante, qualquer negociação política deverá passar pela estrutura formal do grupo.

Fim da “Brincadeira” e Foco na Dignidade Social

Um dos pontos mais fortes da intervenção foi o compromisso com as classes profissionais mais vulneráveis e os serviços públicos deficientes. Teixeira criticou a falta de pagamento de salários, o desrespeito pelos trabalhadores e a burocracia excessiva que impede, por exemplo, que motoqueiros obtenham documentos ou que cidadãos recebam os seus passaportes em tempo útil.

“Não vamos fazer protestos por fazer. Vamos acabar com essas brincadeiras. Dissemos várias vezes: vamos meter ordem neste país”, vaticinou, sublinhando que o movimento não fecha as portas ao diálogo com forças políticas que busquem a mudança, excluindo categoricamente qualquer aliança com o atual partido no poder (MPLA).

O Combate à “Batota” Eleitoral

Com uma narrativa ilustrada por uma partida de sueca num óbito, Teixeira enviou um aviso claro sobre a fiscalização das urnas. Para o líder do MSM, a oposição tem falhado por “burrice” ao não controlar os mecanismos de fraude. “A missão de controlar a batota não é de quem está no poder. Quem sonha por mudança tem de se organizar de forma disciplinada e controlar as mesas de voto. Não podemos chorar depois; temos de estar lá para impedir que metam cartas no lixo”, alertou.

Convivência com o MEIA e Assunção da Política

Questionado sobre a possível sobreposição com o Movimento de Estudantes Angolanos (MEIA), Teixeira foi perentório: “O assunto da educação é do MEIA. Não vamos colidir. Eles têm uma liderança fervorosa e nós respeitamos esse espaço”.

Por fim, o líder não hesitou em assumir a sua ambição política, rejeitando o estigma que rodeia a classe em Angola. “Eu quero ser político. Ser político não é crime. Quem define o nosso futuro são os políticos. Temos de entrar na política para lutar contra os políticos maus e mudar o paradigma do sofrimento”.

O Movimento Social para Mudança prepara agora a sua expansão municipal, com o objetivo de recrutar jovens em todo o território e até manifestando solidariedade para com os agentes da ordem e serviços de inteligência, que, segundo Teixeira, “sofrem com salários baixos tanto quanto o povo”.

related posts

Leave a Comment

spaceman slot
bonus new member
server jepang
Mahjong
thailand slot
slot 777
slot depo 10k
server jepang
slot gacor