O SL Benfica esteve perto de desafiar a tradição europeia no reduto do Real Madrid, mas acabou derrotado por 2-1 no Santiago Bernabéu, resultado que dita a eliminação das águias da Liga dos Campeões da UEFA.
Num palco onde a história pesa e a eficácia costuma prevalecer, os encarnados apresentaram personalidade, qualidade ofensiva e momentos de clara superioridade. Ainda assim, a experiência e o pragmatismo dos merengues voltaram a fazer a diferença.
O Benfica entrou determinado, pressionante e com dinâmica pelos corredores. A recompensa surgiu aos 14 minutos, com Rafa Silva a finalizar uma jogada bem construída pela direita, após combinação entre Dedic, Ríos e Pavlidis.
O 1-0 gelou o Bernabéu e alimentou a crença numa noite histórica. Rafa, especialmente inspirado, foi uma constante dor de cabeça para a defesa espanhola, explorando o espaço entre linhas e acelerando o jogo ofensivo.
Mas frente ao Real Madrid, o erro paga-se caro. Uma perda de bola comprometedora permitiu a Federico Valverde lançar a transição que culminaria no empate, com Tchouaméni a bater Trubin.
O jogo entrou depois numa fase mais controlada, com o Benfica a procurar gerir posse e o Real a esperar pelo momento certo para acelerar. Arda Güler ainda marcou, mas o lance foi anulado por fora de jogo.
Na segunda parte, o Benfica voltou a aproximar-se do golo. Aos 60 minutos, Rafa atirou de trivela à barra, num lance que poderia ter mudado o rumo da eliminatória. Pavlidis também ameaçou, mas Courtois respondeu com segurança.
Quando os encarnados pareciam mais próximos do segundo golo, surgiu novamente o golpe madrileno. Valverde encontrou espaço para assistir Vinícius Júnior, que acelerou e finalizou com frieza para o 2-1 decisivo.
O Benfica ainda tentou reagir, com Rafa novamente perto do empate numa finalização acrobática, mas o resultado não voltaria a mexer. A equipa portuguesa sai da competição com a sensação de que esteve à altura do desafio, mas que no Bernabéu a margem para falhar é mínima.
Com esta vitória, o Real Madrid segue para os oitavos de final, mantendo viva a tradição europeia num estádio onde a história raramente muda de dono. O Benfica despede-se da Liga dos Campeões com uma exibição meritória, mas consciente de que, frente ao rei da Europa, não basta jogar bem — é preciso aproveitar cada oportunidade.

