O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem agendada para esta noite, em Mar-a-Lago, Florida, uma reunião com o Presidente norte-americano Donald Trump. O encontro está previsto para as 20h00 (hora de Lisboa) e deverá ser seguido, cerca de três horas depois, por uma conferência de imprensa conjunta.
Antes de viajar para os Estados Unidos, Zelensky manteve contactos com vários líderes europeus, preparando a agenda das conversações. No Canadá, reuniu-se com o primeiro-ministro Mark Carney, que reiterou o apoio do país a Kiev. Através da rede X, o chefe de Estado ucraniano destacou que foram analisadas as prioridades para o encontro de hoje.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reafirmou que os países europeus apoiam todas as iniciativas que visem alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia.
Durante a reunião, Zelensky e Trump deverão avaliar uma versão atualizada do plano apresentado por Washington há cerca de um mês. O documento sugere o congelamento das linhas da frente nos pontos atuais, sem oferecer, por agora, uma solução definitiva para as reivindicações territoriais. A Rússia continua a controlar cerca de 19% do território ucraniano.
A nova proposta elimina duas exigências anteriormente colocadas por Moscovo: a retirada das forças ucranianas de Donetsk e um compromisso formal da Ucrânia de não integração na NATO.
Vários parceiros internacionais — União Europeia, Canadá e Aliança Atlântica — garantiram ao Presidente ucraniano o seu “apoio total” antes das discussões, sublinhou o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros. Também António Costa, presidente do Conselho Europeu, assegurou que a Europa manterá firme o seu apoio a Kiev.
Entretanto, os recentes bombardeamentos russos contra a capital ucraniana reforçam, segundo Zelensky, a ideia de que Moscovo “não pretende terminar a guerra”. Durante uma videoconferência com líderes europeus, o Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que esses ataques contrastam com o empenho da Ucrânia em construir uma paz duradoura.
Por sua vez, o Presidente russo, Vladimir Putin, declarou que, caso Kiev não aceite uma solução negociada, a Rússia continuará a perseguir os objetivos da sua “operação militar especial” pelo uso da força.

