Tomei conhecimento, com profunda consternação, do passamento físico do ilustre Camarada Fernando da Piedade Dias dos Santos (Nandó), ocorrido no dia 18 do corrente mês. A notícia foi-me comunicada por via telefónica pelo meu filho e, confesso, naquele momento tive grande dificuldade em acreditar no que acabava de ouvir.
O impacto foi avassalador. Fiquei estático, sem reacção, tomado por um sentimento de incredulidade e profunda dor. Até ao dia de hoje, do seu sepultamento, que não acredito que realmente tenha acontecido este maldito episódio.
Conheci o Camarada Nandó em 1987, ano em que ingressei nas Forças Armadas, então nas extintas FAPLA. Desde então, revelou-se sempre um camarada distinto, de trato fino, carácter elevado e profundo sentido humano. Apesar da diferença de idade e hierarquia à época, o destino quis que nos tornássemos amigos, honra que guardarei para sempre.
Nos anos subsequentes, tive o privilégio de com ele conviver em diversos momentos, quer em missões de trabalho, quer em ocasiões de lazer, experiências que reforçaram a minha admiração, respeito e amizade. Por estas e muitas outras razões, a sua memória permanecerá viva em mim.
Vice-Ministro, Ministro, Primeiro-Ministro, Vice-Presidente da República, Presidente da Assembleia Nacional, acima de tudo, um Presidente e um amigo.
Apresento os meus mais sentidos sentimentos de pesar à família enlutada, em especial à sua digníssima esposa, Tia Magú, e aos seus filhos, extensivo a todos os familiares, amigos e companheiros.
Neste momento de dor, luto e consternação, curvo-me respeitosamente perante a sua alma, rogando a Deus Todo Poderoso que lhe conceda o eterno descanso e conforte os corações de todos os que choram a sua partida.
Vá em paz, Presidente.
Do seu amigo e Camarada,
Elias Piedoso Chimuco

