Marraquexe – A seleção nacional de futebol de Angola participa, pela décima vez, no Campeonato Africano das Nações (CAN), cuja edição de 2025 decorre em Marrocos entre 21 de dezembro de 2025 e 18 de janeiro de 2026. Integrados no Grupo B, os Palancas Negras terão pela frente adversários de peso: Egipto, África do Sul e Zimbabué.
A estreia da equipa angolana está agendada para esta segunda-feira, 22 de dezembro, em Marraquexe, frente à África do Sul. Segue-se o confronto com o Zimbabué, no mesmo palco, a 26 de dezembro, antes do encerramento da fase de grupos, marcado para 29 de dezembro, em Agadir, diante do Egipto.
Historicamente, Angola alcançou como melhor desempenho três presenças nos quartos-de-final do CAN, nas edições de 2008, 2010 e 2024. No último torneio, realizado em 2024 com a participação de 24 seleções, os angolanos ultrapassaram a fase de grupos e chegaram aos oitavos-de-final, sendo eliminados posteriormente pela Nigéria, por 1-0, já nos quartos.
Nas edições de 2008 e 2010, disputadas com apenas 16 equipas, a seleção nacional qualificou-se diretamente para os quartos-de-final após a fase inicial, mas acabou afastada pelo Egipto e pelo Gana, respetivamente.
Para esta edição do CAN, Angola apresenta-se com mudanças no comando técnico. O português Pedro Gonçalves deixou o cargo após o torneio anterior, dando lugar ao francês Patrice Beaumelle, que assume agora a missão de conduzir a equipa a um desempenho mais ambicioso.
Nos jogos de preparação realizados em novembro, os Palancas Negras registaram uma derrota por 2-0 frente à Argentina, campeã mundial, e uma vitória por 3-2 diante da Zâmbia, resultados que serviram de teste à nova dinâmica da equipa.
A convocatória inclui jogadores que atuam em vários campeonatos europeus, africanos e asiáticos, com destaque para o capitão Fredy, além de nomes como Zito Luvumbo, Gelson Dala, M’Bala Nzola e Manuel Benson, que reforçam as ambições angolanas na prova.
Com um grupo exigente e um histórico de superação, Angola entra no CAN-2025 com a expectativa de consolidar o seu estatuto no futebol africano e, quem sabe, ultrapassar a barreira dos quartos-de-final.

