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Irão poderá ficar mais severo nas políticas militares e civis com a morte de Ebrahim Raisi?

As cerimónias fúnebres do Presidente do Irão estão marcadas para hoje. No país, a desconfiança em relação aos inimigos aumentou, mas não morreu a esperança em dias melhores. Presidenciais previstas para 28 de junho.

Milhares de iranianos prestaram homenagem esta segunda-feira (21.05) ao Presidente, Ebrahim Raisi, que morreu no domingo (19.05) num acidente de helicóptero com mais oito pessoas.

Na capital, Teerão, bandeiras negras e cartazes com fotografias de Raisi pintaram a praça de Valiasr e palavras de ordem contra Israel e os Estados Unidos ecoaram entre os presentes.

“Tenho a certeza de que os inimigos vão abusar desta situação. Nas notícias de hoje, Israel, os EUA e o Reino Unido mostraram o seu verdadeiro eu, tal como já o fizeram noutros temas em relação ao nosso país no passado. Estou certo de que a nação iraniana se tornará mais forte”, disse uma cidadão.

E outro iraniano garante: “[O Irão] vai certamente ultrapassar isto, já passámos por momentos ainda mais difíceis. (…) Vamos ultrapassar como sempre fazemos”.

Poucas horas depois da confirmação da morte do Presidente iraniano, o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, nomeou o vice-Presidente Mohammad Mokhber como chefe de Estado interino.

Entretanto, segundo avançou a televisão estatal iraniana, as eleições presidenciais  serão realizadas a 28 de junho.

Ali Khemenei (esq.), líder supremo do Irão, e Ebrahim Raisi, falecido Presidente do Irão
Ali Khemenei (esq.), líder supremo do Irão, e Ebrahim Raisi, falecido Presidente do Irão

Lutas internas?

Alex Vatanka, diretor do Programa para o Irão do Instituto do Médio Oriente, não espera ver na corrida candidatos que não pertençam ao regime…

Lembra que “este é um regime em que o líder supremo controla o processo eleitoral de forma muito rigorosa e o único critério, para que se possa concorrer e ganhar as eleições, é ser-se da sua confiança”.

Ebrahim Raisi era visto como o favorito do líder supremo do Irão para a sua sucessão. Agora surgem incertezas que, na opinião do especialista, podem resultar em “lutas internas” no regime. Afirma que “a Presidência tem sido historicamente utilizada na República Islâmica como um ponto de partida para futuros líderes supremos”

E recorda ainda que “o próprio Ali Khamenei foi presidente durante oito anos antes de se tornar líder supremo. E foi isso que muitos previram que aconteceria com Raisi. Mas agora que morreu, resta saber quem mais poderá ser candidato a esse cargo”.

Alex Vatanka acredita que a “curto prazo haverá continuidade” nas políticas iranianas e nas “questões fundamentais que preocupam o Ocidente e a oposição como a imposição do hijab às mulheres e o programa nuclear”.

As cerimónias fúnebres do Presidente iraniano e das restantes vítimas do acidente de helicóptero iniciam-se esta terça-feira (22.05) em Tabriz, noroeste do país.

 eira (22.05) em Tabriz, noroeste do país.