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Acordo de cooperação militar entre São Tomé e Príncipe e Rússia gera reacções

São Tomé e Príncipe – O acordo de cooperação militar assinado a dia 24 de Abril entre São Tomé e Príncipe e a Rússia, na cidade de São Petersburgo, parece ter apanhado o mundo de surpresa, pelo seu “secretismo” e, pelo facto da sua implementação já ter sido iniciada.

A assinatura do acordo militar entre São Tomé e Príncipe e a Rússia, tem provocado vivas reacções.

O ministro português dos negócios estrangeiros, Paulo Rangel, em declarações ao canal televisivo SIC Notícias, confirmou ter conversado na quinta-feira 9 de Maio com o seu homólogo são-tomense, acerca do Acordo de cooperação militar assinado entre São Tomé e Príncipe e a Rússia.

Paulo Rangel alega ter sentido “estranheza, apreensão e perplexidade” perante este acordo, embora afirme respeitar a soberania plena do arquipélago equatorial.

Estando nós na situação internacional em que a Federação Russa é autora de uma guerra de agressão que, além do mais, põe em causa o continente europeu, evidentemente que manifestamos uma grande preocupação“.

Quanto ao secretário executivo da CPLP, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o diplomata timorense Zacarias da Costa, em deslocação a São Tomé e Príncipe, ao comentar o impacto na comunidade lusófona, do anúncio da assinatura de um acordo militar entre o arquipélago equatorial e a Rússia, acha que este acordo não constitui drama nenhum, sublinhando à agência Lusa a necessidade de se respeitar a soberania dos Estados.

A CPLP não sou eu, a CPLP são os nove países que formam essa comunidade, tendo em conta que nós respeitamos as decisões soberanas de cada Governo, naturalmente temos de respeitar as decisões soberanas das autoridades de São Tomé e Príncipe”.

De recordar que em entrevista à agência de notícias LUSA, a oposição em São Tomé e Príncipe, através do líder do partido MLSTP/PSD, Jorge Bom Jesus, mostrou-se bastante crítica, devido ao que considera excesso de “secretismo” com que foi assinado este acordo, que, na sua óptica, terá consequências negativas, quer nas relações com a União Europeia, quer com os Estados Unidos da América.