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Jovens tentam legalizar novo partido em Angola

Em entrevista à DW, Luís Castro, coordenador do Partido Liberal, diz que o movimento de centro-direita resulta da não identificação dos jovens com a política atual. Força partidária aguarda ainda aprovação do TCA.

Fonte: DW

Depois de uma vasta experiência no associativismo juvenil, onde se destacou pela promoção de reflexões, debates e denúncias públicas, Luís Castro assume o desafio de liderar o primeiro projeto político juvenil em Angola, denominado Partido Liberal. À DW África, admite que este é fruto da sua vontade de entrar na política ativa e da falta de identificação dos jovens com os partidos tradicionais.

“A juventude não pode continuar por cima do muro ou dependente dos partidos tradicionais”, começou por dizer à DW África. “Nós queremos levar connosco essa juventude que pretende participar na vida política, mas que não quer entrar através dos partidos tradicionais”, esclareceu.

Participar nas eleições gerais de 2027 e conseguir formar uma bancada parlamentar são objetivos deste projeto político.

Luís Castro entende ser necessário alterar a forma como se olha para atividade política no país, colocando no centro da atuação os valores da ética e do civismo. “Porque nós entendemos que a política em Angola é muito mercantil”, disse.

Protesto de jovens em Luanda, em 2021, contra as fracas infraestruturas do país
As últimas décadas em Angola têm sido marcadas por sucessivos protestos de jovens contra as políticas do regime do MPLA, o partido no poder

A coordenação do Partido Liberal está a trabalhar para remeter ao Tribunal Constitucional de Angola (TCA)o dossiê da sua comissão instaladora. Questionado sobre um possível chumbo pelo TCA, à semelhança de outros projetos políticos, o coordenador responde.

Podemos ser legalizados ou não, mas o importante [aqui] é fazermos um caminho. O importante é mostrarmos à juventude angolana que é possível”, frisou.

Apesar de não comungarem da mesma visão ideológica e dos principais temas da vida política, este novo projeto político não coloca linhas vermelhas à relação com os partidos da independência. Ainda assim, Luís Castro diz que o Partido Liberal também não vai ser uma “bengala” de nenhuma força partidária.

“Nós não fazemos linhas vermelhas aos partidos tradicionais, mas não comungamos com a forma de ser e de estar dos partidos tradicionais na política”, concluiu.